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Linha White

Cirurgia Plástica Periodontal

A recessão gengival leva muitas vezes à exposição da da raiz de um dente. Esta exposição radicular pode originar hipersensibilidade dentária, comprometimento estético, dor à escovagem ou à mastigação entre outros problemas. Uma pequena intervenção plástica na gengival intitulada cirurgia de recobrimento radicular ajudará a reparar o defeito gengival e prevenir uma futura progressão da recessão.

No caso abaixo demonstrado foi realizada uma abordagem em túnel, com incisão intra-sulcular estendendo-se entre os 4 dentes incisivos inferiores. Posteriormente, um enxerto de tecido conjuntivo, removido do palato, foi posicionado e estabilizado no local da recessão. Na avaliação pós-operatória verificou-se o desaparecimento do defeito gengival e um recobrimento radicular superior a 90%.

 

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Mucocele, o que é? Como tratar?

A mucocele é uma lesão benigna e comum da mucosa oral, resultante da ruptura de um ducto da glândula salivar e extravasamento do conteúdo salivar para os tecidos adjacentes. Mesmo após esse rompimento a glândula salivar continua a secretar. Geralmente esse rompimento é resultante de um trauma local.

 

Características clínicas :

-Cor rosada ou azulada;

-Tamanho variado de alguns milímetros até 2 centímetros de diâmetro;

-Acometem principalmente crianças e adultos jovens;

-Afetam igualmente homens e mulheres;

-Local mais comum é o lábio inferior, sendo as glândulas salivares menores mais propensas ao rompimento, principalmente por mordidas acidentais nessa região. Podem também ser encontradas nas bochechas, no pavimento da boca e na língua;

-Raramente ocorrem no labio superior;

-Podem romper-se periodicamente e libertar o seu conteúdo fluído;

-Quando se rompem deixam úlceras rasas dolorosas que cicatrizam em poucos dias;

-Recidivas são comuns.

 

Tratamento:

Algumas mucoceles superficiais rompem-se e cicatrizam sozinhas. No entanto, muitas lesões são de natureza crónica, e a excisão cirúrgica com anestesia local é necessária. Para minimizar o risco de recidiva é importante que as glândulas salivares adjacentes também sejam removidas.

Existem lesões neoplásicas que se assemelham clinicamente com a mucocele. Por isso é fundamental que a lesão seja submetida a um exame histopatológico.

 

 

 Fonte: https://www.google.pt/searchq=mucocele&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj21_qH1fTWAhVG1hQKHVfqBqEQ_AUICigB&biw=1419&bih=947#imgrc=1zKvqjmMTaANtM:

SABIA QUE PODE TER UMA CARIE E NÃO DOER?

As lesões de carie não são mais do que a progressiva destruição dos dentes. Estas podem surgir em qualquer individuo e em qualquer altura da vida. No entanto, existem pessoas mais suscetíveis que outras. Por norma, estão associadas a maus hábitos de higiene oral, surgindo nas camadas mais superficiais do dente e propagando-se, mais rápido ou mais devagar, para as camadas mais profundas. Na base do processo de formação da carie está a acumulação de restos alimentares na superfície dentária (ver imagem nº1 da figura) que as bactérias utilizam para produzir ácidos que, por sua vez, destroem os tecidos dentários (ver imagens nº2, 3 e 4 da figura).

“Como é possível ter caries se nenhum dente me dói?” É comum pensar-se que apenas existe uma carie quando algum dente começa a doer, no entanto isto não é verdade. Muitas vezes, as cáries só provocam dor dentária quando já estão em fases bastante avançadas, próximas ou já em contacto com o nervo do dente.

Assim sendo, é importante que saiba que esta patologia pode ser silenciosa e provocar graves danos nos dentes se não diagnosticada precocemente. Em última instância, a carie pode estar de tal forma avançada que é necessário desvitalizar o dente, ou mesmo extrair. Para evitar que tal aconteça, é muito importante fazer consultas de higiene oral (onde é feito um check-up dentário) com a regularidade mínima de 2 vezes por ano. Desta forma, é possível diagnosticar as caries precocemente e tratar com métodos minimamente invasivos.

Não se esqueça, pode ter caries na sua boca e não saber! Por isso, consulte o seu médico dentista e higienista oral regularmente, para poder ter a certeza que a sua boca esta saudável!

 

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 Fonte: https://gr.dreamstime.com/

Próteses Totais

Existem várias soluções para substituir uma arcada edêntula. Desde um tratamento mais simples à complexidade de tratamentos que recorrem à mais recente tecnologia:

 

Prótese Total Removível

Este tipo de prótese assenta diretamente na gengiva e deve estar 100% bem adaptada, de forma a não se soltar com facilidade e não magoar. A superior cobre o palato (céu da boca) e a inferior é talhada de forma a não interferir com a língua. Esta prótese é realizada em laboratório após impressões tiradas pelo seu dentista. A prótese removível deve ser tirada para fazer a sua higiene oral diária.

 

Caso 1 - Total removível

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Prótese Total Removível sobre implantes com barra

Este tipo de prótese assenta sobre implantes colocados na sua arcada dentária que substituem a raíz dos seus dentes. Os implantes oferecem maior suporte à prótese, o que significa que esta estará mais fixa. Nesta solução pode também ser adaptada uma barra de metal a unir os implantes ou uns pilares de bola dos implantes, onde a prótese encaixa. Os encaixes da prótese têm umas borrachas para adaptar com a “cabeça” dos implantes ou da barra, estas borrachas ao fim de algum uso têm necessidade de ser trocadas. Neste caso a prótese também deve ser removida para fazer a sua higiene oral em casa, de forma a higienizar bem a própria e os implantes.

 

Caso 2 - Sobre implantes

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Caso 3 - Sobre barra

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Prótese Total Fixa sobre implantes 

A prótese fixa é de todas as opções a que oferece maior segurança e estabilidade. Esta prótese está fixa através de uns parafusos aos implantes, estes encaixes são cobertor com um material cor de dente para se tornarem o mais impercetível possível. A remoção desta prótese só poderá ser feita junto do seu dentista, e é apenas realizada para realização de consultas de higiene em consultório ou no caso de ser necessário fazer algum re-ajuste. Para realizar uma correta higiene em casa deve utilizar um jato de água ou superfloss.

 

Caso 4 - Fixa sobre implantes

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Recessões gengivais

As recessões gengivais caracterizam-se por a gengiva deixar de recobrir a coroa dos dentes, deixando a raiz exposta.
Esta condição é inestética e pode desencadear sensibilidade dentinária, uma vez que o tecido que recobre a raiz dos dentes não está preparada para os estímulos da cavidade oral.
As recessões podem ser causadas por inúmeros fatores, nomeadamente a presença de bactérias, a escovagem traumática e o tratamento ortodôntico.

Quando existe uma grande acumulação de placa bacteriana no colo do dente, zona do limite da gengiva que recobre os dentes, as gengivas começam a reagir, inflamando, onde pode ocorrer hemorragia, edema, vermelhidão e dor. Este tipo de inflamação caracteriza-se por Gengivite. A Gengivite é uma patologia reversível, que pode ser tratada com uma higiene oral eficaz. Quando esta inflamação persiste por muito tempo, os tecidos dentários reagem no sentido de eliminar o contacto com as bactérias, causando as recessões. Este é o primeiro sinal que já temos Periodontite, patologia que se caracteriza pela perda dos tecidos de suporte dos dentes. Desta forma, a raiz dos dentes fica exposta, causando a recessão dentária.

Se esta condição for desencadeada pela escovagem traumática, o tipo de recessões dentárias já apresenta outro perfil, podendo ser mais profundas e com perda de tecido dentário associado.
Nestes casos, a sensibilidade pode ser mais exacerbada, e terá de haver a necessidade de se rever a sequencia de escovagem e o tipo de escova. A escova elétrica pode ser uma boa opção para quem faz muita força durante a escovagem, uma vez que ela permite regular o tipo de contacto com a superfície dos dentes. Optar por uma escova mais macia também passa por uma das soluções.

As recessões desencadeadas pelo tratamento ortodôntico já não são tão comuns, mas podem acontecer quando os movimentos dos dentes são feitos em osso muito fino.

 

Se notar que alguma destas condições está a acontecer com o seu sorriso, não hesite em visitar a White Clinic, onde a nossa equipa multidisciplinar irá aconselhá-lo de forma a manter a saúde das suas gengivas.

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A importância de uma boa saúde oral na prevenção de doenças cardiovasculares.

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no nosso país e são também uma importante causa de incapacidade. Devem-se essencialmente à acumulação de gorduras na parede dos vasos sanguíneos – aterosclerose – um fenómeno que tem início numa fase precoce da vida, progride silenciosamente durante anos e que, habitualmente, já se encontra numa fase avançada no momento em que aparecem as primeiras manifestações clínicas.

As suas consequências mais importantes – o enfarte do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a morte – são frequentemente súbitas e inesperadas.

A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e de fatores de risco modificáveis, como o tabagismo, o sedentarismo, os maus hábitos alimentares, o stress, entre outros.

O controlo dos fatores de risco é uma arma potente para a redução das complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares.

A hipertensão, a doença das artérias coronárias e a doença cerebrovascular são exemplos de doenças cardiovasculares.

A saúde dentaria e a doença cardíaca estão relacionadas devido à disseminação de bactérias da boca através da corrente sanguínea, causando inflamação. Isto pode dar origem a doenças cardiovasculares como a aterosclerose e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Pacientes com doenças crónicas como a gengivite ou a doença periodontal avançada têm maior risco de desenvolver doença cardíaca causada por uma má higiene oral. As bactérias associadas com a periodontite presentes na cavidade oral, entram na corrente sanguínea, fixam-se aos vasos sanguíneos e aumentam o risco de doença cardiovascular.

Uma boa higiene bucal e exames regulares são a melhor maneira de proteção contra o desenvolvimento da doença periodontal, e uma forma de prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares.

Freio da língua curto? Porquê intervir? Quem deve intervir?

A língua é um órgão muscular situado no pavimento da boca que se encontra fixado por músculos e pelo freio lingual. Esta estrutura é fundamental dentro da nossa cavidade oral e envolve-se nas diversas funções orais de sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala.

O freio lingual é constituído por tecido conjuntivo localizado abaixo da língua e pode variar no seu tamanho.  

Quando o freio da língua é curto poderemos ter alterações ao nível do sistema estomatognático, ou seja, das funções orais já referidas anteriormente.

Neste tipo de casos o movimento da língua fica alterado havendo necessidade de intervenção terapêutica não só para o seu diagnóstico, como também, tratamento.

 

As alterações mais comuns que podem surgir quando há freio curto:

  • Posição de língua baixa;
  • Insuficiência/Incompetência ao nível do movimento de sucção;
  • Alterações da mastigação;
  • Alterações da deglutição;
  • Alterações da posição dentária;
  • Alterações ao nível do desempenho articulatório de alguns sons;

 

Neste tipo de alterações o trabalho em equipa é crucial. Desta forma, é importante um olhar clínico interdisciplinar com ações conjuntas entre as várias valências: Pediatria, Odontopediatria e Terapia da Fala.

 

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Sabia que pode ter uma coroa definitiva sem fazer um único molde à sua boca?

Sabemos que nos dias que correm a tecnologia na área da saúde tem sofrido avanços consideráveis. Este fenómeno também se aplica à medicina dentária.

Apresento-vos um caso clinico recente realizado na clinica White em que procedemos à substituição de um dente molar por um implante e respetiva coroa cerâmica. A paciente apresentava dor e uma lesão com envolvimento de ambas as raízes do dente (ver imagem 1).

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O dente foi encaminhado para a consulta de cirurgia em que se procedeu à extração, regeneração óssea do defeito e colocação de um implante dentário. Seis meses depois, sem recorrer a qualquer molde convencional, foi feito um scanner intra-oral da boca do paciente e colocada a coroa cerâmica final (ver sequência imagem 2).

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Tecnologias como o Scanner intra-oral vieram facilitar e acelerar tratamentos convencionais que, antigamente, dependiam de moldes e várias consultas de provas até estarem finalizados. O scanner intra-oral trás também um grande aumento no conforto do paciente que, desta maneira, não é sujeito a moldes e impressões desagradáveis.

OzonoDTA - Tecnologia inovadora

      OzonoDTA é uma das mais recentes tecnologias presentes na Clínica White. A Ozonoterapia é um conjunto de técnicas que utilizam o Ozono como agente terapêutico. O ozono é o esterilizante mais poderoso, tendo a particularidade de não deixar resíduos químicos, odor ou sabor. No final de cada ciclo de utilização, transforma-se em oxigénio, sendo por isso mais ecológico. Devido ao seu poder oxidante, é capaz de, rapidamente e de forma segura, inativar vírus e destruir bactérias. As aplicações da Ozonoterapia são determinadas devido às propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e desinfetantes, podendo ser usada de modo isolado ou complementar outros tratamentos. O principal objetivo deste equipamento é produzir a quantidade necessária de Ozono puro, numa determinada área. Em poucos segundos, elimina fungos, bactérias e vírus da zona afetada, sem qualquer dor ou desconforto para o paciente. A Ozonoterapia tem várias aplicações em medicina dentária:

 

-Reduz o edema rapidamente, no período pós-operatório.

- Máxima redução de germes, prevenindo assim possíveis infeções.

- Possibilita a cura de feridas no pós-operatório muito rapidamente – ideal para pacientes diabéticos.

- Reduz a necessidade de uso de medicação

 

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Sabia que a ingestão de alimentos adequados pode ajudar a manter os seus dentes saudáveis?

Sabemos que uma higiene oral adequada é imprescindível para manter dentes e gengivas saudáveis, no entanto não é a única técnica para termos uma boa saúde oral. Existem alimentos que ajudam a manter os seus dentes saudáveis.

 

Leite e derivados

O leite e os seus derivados contêm uma elevada quantidade de cálcio, mineral que faz parte da composição da estrutura dentária. Portanto, uma alimentação rica em minerais garante dentes fortalecidos e, na quantidade adequada, uma boa formação dentária.

 

Alimentos fibrosos

Ao contrário dos alimentos moles e pegajosos, que costumam ficar retidos nos dentes, os alimentos fibrosos (como as frutas e as verduras) ajudam na limpeza dos dentes e tecidos gengivais. A limpeza proporcionada por estes alimentos evita a formação de placa bacteriana, responsável pelo aparecimento de cáries e gengivite.

 

Vitamina C

A vitamina C participa na formação do colagénio, componente fundamental do tecido gengival. A falta de vitamina C na dieta causa sangramento das gengivas e diminuição da massa óssea, o que pode levar à perda dos dentes. Não obstante, não devemos exagerar no consumo de alimentos demasiado ácidos, como é o caso da laranja e do abacaxi, pois podem causar desmineralização dos dentes, deixando-os mais porosos e mais suscetíveis à cárie dentária.

 

Vitamina D

A vitamina D é responsável pela absorção de minerais (cálcio e fósforo) que estão relacionados não só com o processo de formação óssea, mas também com o processo de formação dentária. Uma alimentação rica em vitamina D proporciona, portanto, dentes mais fortes e saudáveis.