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Sensibilidade dentária

 

Com a chegada da Primavera sabe bem comer um gelado, mas quando o frio do gelado provoca sensibilidade dentária provavelmente algo não está bem.

 

Para perceber melhor o que é a sensibilidade dentária veja a descrição sumaria das várias estruturas que fazem parte do dente:

 

  1. Esmalte: Camada exterior do dente, com a função de o proteger das agressões físicas e químicas.
  2. Dentina: Camada imediatamente abaixo do esmalte, sendo uma zona extremamente sensível, quando exposta origina sensibilidade dentária.
  3. Polpa dentária: Camada mais interna do dente, abaixo da dentina, corresponde ao nervo do dente.
  4. Cemento: Camada mais externa da raiz do dente.

 

 

 

 

 Fig. 1 Constituição do dente

 

A sensibilidade dentária é muito comum e ocorre geralmente quando as gengivas apresentam algum grau de recessão (fig.2) e/ou o esmalte e o cimento não estão presentes, por factores patológicos, expondo assim a dentina. À medida que a recessão gengival aumenta, as raízes dentárias ficam expostas, e os estímulos provocam hipersensibilidade dentária. A sensibilidade dentária caracteriza-se por uma dor forte tipo pontada provocada por um estímulo e que dura apenas uns segundos e desaparece quando o estímulo é removido.

 

 Fig. 2 Recessão gengival

 

 

Causas de sensibilidade dentinária:

 

  1. Escovagem com muita força, que destrói gradualmente o tecido gengival e o esmalte dentário.
  2. Higiene oral incorrecta, que consequentemente leva à acumulação de placa bacteriana à volta dos dentes e mais tarde à formação de cálculos (tártaro).
  3. O Branqueamento dentário pode provocar hipersensibilidade dentária que desaparece ao fim de alguns dias.
  4. Bruxismo, ou seja, o hábito de apertar ou ranger os dentes. Isto provoca um desgaste do esmalte junta à gengiva.
  5. Erosão do esmalte por ingestão de alimentos muito ácidos,
  6.  Pessoas com bulimia desenvolvem sensibilidade dentária devido a erosão dentária.
  7. Interferências oclusais, ou seja, interferências na maneira como os dentes contactam uns com os outros o que provoca desgaste do esmalte.

 

  Fig. 3 Sensibilidade dentária

 

 

O que fazer para diminuir a  sensibilidade dentária:

 

  • Evite escovar com muita força, utilizando uma escova macia ou média, e com os movimentos correctos. Para além da escovagem não se esqueça de utilizar o fio dentário para evitar a acumulação de alimentos entre os dentes, eliminando potenciais focos de infecção bacteriana e consequente destruição de tecidos dentários.

 

  • Evite alimentos muito ácidos, tais como citrinos, uma vez que destroem o esmalte gradualmente, levando à exposição de dentina.

 

  • Diminua a quantidade de açúcares que ingere. Após a ingestão de alimentos açucarados é essencial a escovagem cuidadosa dos dentes.

 

  • Utilização de bochechos diários com flúor. Aconselhe-se com o seu médico dentista sobre qual utilizar.

 

 

Aconselhamento e tratamento profissional:

 

  • No caso de apertar ou ranger os dentes, o mais provável é ter de utilizar uma moldeira que encaixa nos seus dentes, de forma a proteger os seus dentes do atrito. A confecção e aconselhamento sobre a utilização deste tipo de aparelho terá de ser feita pelo seu médico dentista.

 

  • Poderá ser necessário aplicar um adesivo dentinário ou verniz para diminuir a sensibilidade

 

  • Restauração para cobrir as superfícies radiculares expostas.

 

  • Cirurgia para recobrir com gengiva a raiz exposta.

 

 

 

Estes tratamentos são algumas das soluções que ajudam quase de forma imediata a eliminar a sensibilidade dentária, por isso, procure o seu médico dentista para que possa desfrutar do prazer de comer um gelado.

 

 

Artigo publicado por:

 

Daniel Andrade

Médico dentista do Departamento de Reabilitação e Cirurgia Oral