Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Linha White

Dermatologia Estética

Face

Corpo


Especialidade médico-cirurgica que se dedica ao estudo da pele, unhas, cabelos e doenças associadas. Veja todos os tratamentos que temos ao seu dispor.

 

Os Protectores Solares:

 

Afinal, o que são, como se utilizam?

 

Os Protectores Solares ou Filtros Solares são produtos que têm como função diminuir os efeitos da radiação solar sobre a pele.

Dividem-se em filtros químicos (orgânicos), écrans físicos ou minerais (inorgânicos) e compostos anti-oxidantes (fotoprotectores biológicos), consoante as substâncias existentes na sua composição. Actuam por absorção e/ou refracção da radiação solar, impedindo a lesão das estruturas da pele.

Existem produtos sob a forma de leite corporal, gel, creme, em spray ou em stick, adaptáveis às diferentes áreas do corpo e também em comprimidos. 

Muitos têm elevada eficácia na protecção contra os UVB, mensurável através da capacidade de prevenir a queimadura solar , mas eficácia muito inferior para a radiação UVA, a qual é muito importante na indução do cancro de pele. Daí que não seja correto falar de “écran total”, designação que foi abandonada pelas entidades reguladoras europeias e americanas.

 O Factor de Protecção Solar  (FPS) ou Indíce Numérico que existe nas embalagens dos protectores, representa  a razão entre o tempo que demora a aparecer uma queimadura solar quando usamos o protector solar e o tempo que demoraria se não usássemos nada. Este valor é obtido em condições artificiais, de laboratório, com quantidade de produto aplicado naturalmente muito superior ao que habitualmente se aplica na praia. Portanto, se virmos um IPS de 50 isto não significa que podemos estar 50 vezes mais tempo ao sol!!! Na realidade, a protecção será aproximadamente de 1/3 desse valor e o FPS só representa protecção para a queimadura solar (não representa protecção real do cancro de pele). 

A aplicação do produto 15 a 30 minutos antes da exposição e uma reaplicação precoce 15 a 30 minutos após o início da exposição solar, é essencial, para a eficácia protetora. Devem ser aplicados de forma generosa, não esquecendo os lábios, os pavilhões auriculares (orelhas), à volta dos olhos, couro cabeludo (nas pessoas calvas), pescoço, mãos e pés. A sua maior ou menor eficácia em proteger do sol está directamente relacionada com a sua composição e forma de utilização/aplicação. Uma má aplicação reduz consideravelmente a sua capacidade de protecção.

Os Protectores Solares, ao inibirem a queimadura, poderão dar uma sensação de falsa segurança e não devem ser usados para proporcionar exposições ao sol mais prolongadas. Procure uma sombra ou cubra-se com roupa ao fim de 2 horas de exposição.

 

Finalmente uma última palavra para o mito do bronzeado.  Não há bronzeados “saudáveis”.  Este é simplesmente a resposta da pele à lesão provocada pelos raios solares com aumento do pigmento, pele seca, espessada e com rugas.  Quanto mais sol, mais depressa se envelhece...

 

 

 

São Seguros, Eficazes e Suficientes?

Existem inúmeras evidências sobre o impacto negativo da radiação solar na saúde humana, nomeadamente no sistema imunitário, no aparecimento do foto envelhecimento cutâneo (envelhecimento provocado pela exposição à radiação solar) e no desenvolvimento de cancro de pele. Isso tem levado a uma maior preocupação em encontrar formas de proteger a pele da radiação e a um aumento da popularidade da utilização de filtros solares – os chamados Protectores Solares. Mas será que são eficazes ou, mais importante ainda, será que são seguros e suficientes?

Apelidam-se de “Protectores solares” às substâncias sob a forma de cremes, leites, batons, sprays que têm a capacidade de absorver e/ou reflectir a radiação solar, impedindo que esta lese as células cutâneas.

Quando falamos em eficácia temos de ter em conta vários factores: capacidade real de reflectir ou absorver a radiação implicada (ultravioleta B e ultravioleta A obrigatoriamente); estabilidade química do produto sob a acção dos raios solares (foto estabilidade) e resistência à água e transpiração (remanescência do produto). E claro, quantidade de produto aplicada (uma quantidade pequena não serve para nada!).

Quando falamos em segurança queremos respostas a outros problemas: qual a absorção sistémica destes produtos; qual a sua capacidade de provocar ou desencadear alergias; será que são carcinogénicos (contém substâncias químicas indutoras de cancros de pele) e será que evitam ou (pior) desencadeiam cancro de pele?

 

 

Os conhecimentos científicos existentes até ao momento permitem-nos responder a estas questões com alguma confiança, existindo alguns filtros solares no mercado que têm um bom índice de protecção UVB e UVA, são foto estáveis, pouco alergogénicos,  com reduzida absorção sistémica e com um bom grau de remanescência, garantindo uma protecção razoável se correctamente aplicados (em quantidade e frequentemente).

Mas falta a resposta a uma questão de particular relevância: será que são suficientes? A resposta é claramente NÂO. O uso de filtros solares faz parte das medidas de protecção solar que temos ao dispor (sendo importantes para proteger a pele descoberta no dia a dia, por exemplo), mas não substituem duas outras medidas fundamentais: a evicção da exposição solar nas horas de maior intensidade de radiação (das 12h às 16h) e a utilização generalizada de roupa, chapéus e óculos escuros de protecção sempre que necessário.

Preparado para o Sol?

 

 

Inicio Oficial da Época Balnear

 

Sabia que nalguns Conselhos do País já abriu oficialmente a a época balnear?

Agora que o índice da radiação ultravioleta vai aumentar progressivamente e que os riscos da exposisão solar excessiva se vão tornar mais evidentes está na altura de fazer uma revisão aos seus “Sinais” e de se aconselhar sobre uma Protecção Solar eficaz.

Lembro que o dia 9 de Maio é o Dia do Euromelanoma!

 

Esteja atento

 

Vigie a sua pele

 

Proteja-se conscientemente do Sol!

 

 

Departamento de Dermatologia

 

 

 

1 comentário

Comentar post