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Linha White

ENDODONTIA - Parte 1/2

 É a especialidade da Medicina Dentária que se dedica à prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças da polpa dentária (a parte “viva” do dente, que contém vasos e nervos), e das suas repercussões sobre os tecidos periodontais (tecidos que rodeiam o dente: osso alveolar, ligamento periodontal, cimento dentário e gengiva).

  

Compreende uma série de tratamentos que não se resumem somente à “desvitalização” convencional do dente, mas também a cirurgias endodônticas (nas quais se removem quistos e lesões que rodeiam a raiz do dente), pulpotomias e pulpectomias (executadas em dentes de leite), etc.

 

O tratamento endodôntico de um dente consiste na remoção e limpeza de todos os tecidos pulpares que existem dentro do dente, que compreendem vasos sanguíneos, fibras nervosas e, nalguns casos, linfáticos. Estes tecidos, que no fundo, dão a “vida” a um dente, têm diversas funções em saúde, como uma função de inervação, nutrição, protecção e secreção de diversas substâncias importantes para o dente, sendo constituídos por inúmeros tipos de células muito sensíveis a agressões físicas ou químicas.

 

O problema surge quando os tecidos pulpares são irreversivelmente afectados, geralmente devido à cárie dentária ou a traumatismos. Nesses casos, o tratamento endodôntico é uma solução e a única alternativa à extracção dentária.

  

 

      

Como é feito um tratamento endodôntico?

Após o diagnóstico (geralmente efectuado através de radiografias e de testes de sensibilidade, como o teste ao frio), e sob uma anestesia local adequada, realizamos uma pequena abertura na coroa do dente, que nos permite aceder aos tecidos pulpares, localizados no seu interior. Esta cavidade de acesso tem o nome de abertura coronária, e deverá ser suficientemente ampla para permitir o acesso à polpa com os instrumentos. Seguidamente, o dente a tratar deverá ser isolado do resto da cavidade oral, através da colocação de um dispositivo denominado dique de borracha. Este consiste numa pequena folha de látex, com um orifício onde ficará o dente a tratar, impedindo, por um lado, a entrada de saliva e de bactérias para o interior do dente que estamos a desinfectar, e, por outro, a passagem de líquidos de desinfecção ou de instrumentos para a cavidade oral do paciente. É um dispositivo essencial para se executar correctamente um tratamento endodôntico e cuja importância não deverá jamais ser menosprezada.

   

 

  

Com o dente isolado, e a cavidade de acesso aberta, poderemos então limpar todos os tecidos pulpares, utilizando para isso instrumentos endodônticos extremamente finos e maleáveis, denominados limas endodônticas. Estas limas permitem a remoção mecânica do conteúdo pulpar, e a remodelação e alargamento dos canais radiculares (canais muito finos existentes no interior das raízes dentárias, preenchidos pela polpa dentária). Juntamente com a acção mecânica das limas, o tratamento é complementado pela acção química de diversos líquidos desinfectantes bactericidas e fungicidas com os quais irrigamos os canais radiculares. 

 

 

 

(Fim da parte 1)

 

(Parte 2 será publicada a 27/1/12)

 

 

Dr. Carlos Morais - departamento de Endodontia da clínica White

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