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Linha White

EXCESSOS ALIMENTARES NO NATAL

Natal é estar junto de familiares e amigos e passar horas em torno da... mesa!


A grande questão coloca-se: comer ou não comer? A verdade é que nem sempre é “possível” resistir, nem passar a véspera de Natal a contar calorias…

 

Com toda a informação que recebemos diariamente sobre alimentação, por vezes fica esquecido que, também, a alimentação passa pelos aspetos emocionais e sociais, pelo convívio e o estar em família à mesa, pelo dom de transmitir afetos e até opiniões.

 

Cometer alguns excessos alimentares em ocasiões especiais não representa um perigo para a saúde, desde que, não se arraste durante dias ou mesmo semanas consecutivas, comummente observado ao longo de todo o mês de dezembro.

 

Mentalize-se: engordamos de janeiro a dezembro e não de dezembro a janeiro!

 

O que se pretende recomendar é moderação nesta fase. Faça um “excesso equilibrado”, consciente e não deixe para depois o que pode já ir controlando agora... Os aumentos de peso característicos desta época, em alguns casos dramáticos, podem demorar meses a ser compensados. Posto isto, não acumule dificuldades!

 

Por isso pense e planeie antes, para não se arrepender depois!

 

Obviamente que não se pretende quebrar os rituais e os hábitos nesta época do ano, apenas existe o objectivo de alertar eventuais excessos que, tipicamente, ocorrem nesta altura do ano.

 

Neste sentido, o melhor conselho que posso dar a quem quer minimizar os excessos durante a época Natalícia é que siga as “regras” de uma alimentação saudável: completa, equilibrada, variada e moderada.

 

Caso não o faça, de todo… em Janeiro, vai sempre a tempo de entrar nos eixos! 

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE

 

Psiconutrição para Redução de Peso

Motivação, adesão, manutenção, recaída e lapso, são palavras frequentemente usadas quando iniciamos uma dieta para perder peso.

 

Acreditamos que “a união faz a força” e é por esse motivo que criámos o conceito de PsicoNutrição que visa a integração de duas especialidades: a Consulta de Nutrição e a Psicologia (Consulta de Comportamento Alimentar). Estas duas áreas complementam-se bastante e só assim será garantida a verdadeira mudança.

 

O processo deve ser individual e com orientação de um Nutricionista e de um Psicólogo, tendo em conta o estilo de vida de cada pessoa, assim como a presença de doenças pré-existentes que possam constituir um obstáculo para os resultados pretendidos.

 

 

 

 

 

A Consulta de Nutrição

Baseia-se, entre outros aspectos, na reeducação alimentar. Termo muito comentado ultimamente como o "segredo" para perder peso e ter uma vida mais saudável, livre de doenças e do efeito dietas iô-iô.

Mas será que sabe no que consiste este processo?

Durante toda a nossa vida, principalmente na infância, aprendemos o que devemos comer com os nossos pais e/ou as pessoas que nos rodeiam e nem sempre são alimentos saudáveis.

Quando ficamos mais velhos ou nos deparamos com alguma doença como a hipertensão, o colesterol ou mesmo com o excesso de peso, tomamos consciência da importância da alimentação para uma vida melhor e descobrimos que não nos alimentamos de forma equilibrada.

É aí que entra a reeducação alimentar, que consiste na mudança de alguns hábitos, mas sem deixar de fora o que faz parte da cultura de cada um.

O principal conceito que devemos aprender é que a reeducação alimentar não consiste em deixar de comer tudo o que gosta e passar a comer apenas fruta, verduras, legumes e alimentos ditos light. Muito pelo contrário, é aprender que pode comer de tudo, mas sem exageros e de forma consciente.

Mudar hábitos não é fácil. É uma tarefa que requer esforço e disciplina, mas é possível. Quando o objectivo maior é a saúde, a prevenção de doenças e o melhor aproveitamento do organismo, o esforço vale a pena.

O mais importante é ter sempre prazer quando se alimenta. Tudo o que fazemos por sacrifício e sofrimento, não conseguimos manter por muito tempo.

 

A Consulta do Comportamento Alimentar

O acto de “comer” é muitas vezes um comportamento disfuncional, usado como estratégia reguladora de emoções desconfortáveis. Sentimentos de tristeza, culpa, raiva, incapacidade, impotência e desesperança podem levar à ingestão alimentar exagerada ou hipercalórica. Actualmente sabemos que factores psicológicos, como stress, depressão, problemas relacionais, insucesso no trabalho ou desemprego provocam aumento de apetite ou a chamada “ânsia por comer”. Assim, a comida é usada como forma ilusória de se tranquilizar, uma vez que estas emoções que o levam a comer em excesso e consequentemente a engordar, provocam por sua vez sentimentos de culpa, arrependimento e frustração, entrando num verdadeiro ciclo vicioso.

Se a comida é usada como ansiolitico ou antidepressivo, surgindo como forma de colmatar o desconforto emocional, quando se recorre a dietas isoladamente, pode aumentar ainda mais a ansiedade, depressão, irritabilidade, podendo levar à desmotivação e consequentemente provocar recaídas.

Por este motivo é fundamental aprender técnicas mais adequadas e eficazes para regular as suas emoções, extinguindo deste modo a necessidade de recorrer à comida. Além disso, é importante intervir no controlo de impulsos e na motivação para suster hábitos alimentares saudáveis e ajustados especialmente a si.

A Consulta do Comportamento Alimentar irá ajudá-lo na forma como se relaciona com a  comida, levando a uma perda de peso mais rápida e à sua manutenção a longo prazo uma vez que este processo envolve aprendizagem e mudança de comportamentos no seu dia-a-dia. O objectivo passa pela mudança de comportamentos que perpetuam a dificuldade em perder peso e gestão da ansiedade inerente a todo o processo.

 

Devido à diversidade de factores que contribuem para o aumento de peso, este processo requer intervenção em equipa. Com a ajuda integrada destas duas valências irá com certeza atingir o seu objectivo!


Dra. Catarina de Castro Lopes (Directora Clinica de Psicologia na White)

Dra. Iara Rodrigues (Directora Clinica de Nutrição na White)

 

 

 

NÃO VOLTE A ENGORDAR

16 estratégias para não recuperar os quilos perdidos

 

Parabéns! Conseguiu perder os quilos a mais e sente-se muito melhor. Mas, agora, faça por manter o seu peso. Isso consegue-se continuando a respeitar os hábitos que seguia na sua dieta e comendo de forma inteligente.

 

De seguida, encontra 16 ideias que o vão ajudar a concretizar esse obectivo de forma duradoura e saudável.

 

1. Coma fibras. É vital, porque fornecem poucas calorias, saciam, favorecem o trânsito intestinal e reduzem a absorção de açúcares e gorduras.

2. Prefira lacticínios magros.

3. Modere o consumo de alimentos light. Está comprovado que não só a pessoa ingere maiores quantidades com a “desculpa” de que é “magro”, como a própria constituição do produto é diferente, podendo causar alergia ou intolerância alimentar (em virtude de corantes e conservantes adicionados, por exemplo).

4. Cozinhe ao vapor ou no forno, chapa ou microondas. Evite os fritos.


5. Utilize o mínimo possível de gordura nos guisados e nas sopas. Deixe arrefecer e retire a gordura solidificada.

 

6. Acompanhe as refeições com molhos pouco calóricos (iogurte magro, vinagre, mostarda...).

 

7. Beba muita água, cerca de oito copos por dia.


8. Não coma bolos ao pequeno-almoço e lanche. Substitua-os por tostas integrais ou bolachas Maria (normais ou torradas), de água e sal, arroz tufado ou milho.


9. Evite comer muito à noite. Aposte mais no pequeno-almoço e menos no jantar. Esta máxima tem toda a lógica: à noite o metabolismo torna-se mais lento e queimam-se menos calorias.

 

10. Reduza o consumo de carne e enchidos. Prefira peixe e aves.

 

11. Não salte refeições. O próprio processo da digestão pode queimar até 120 calorias. Faça sempre as cinco refeições recomendadas.

 

12. Não se proíba de comer um determinado alimento. Se o fizer, irá desejá-lo mais ainda. Ingira-o, por exemplo, uma vez por semana.

 

13. Durma um número de horas suficiente. Quando não o faz o seu organismo produz menos tiroxina, uma hormona produzida pela glândula tiróide cuja função é estimular o metabolismo basal das células. A sua produção insuficiente promove o aumento do catabolismo (degradação) de hidratos de carbono e lípidos, aumentando consequentemente o apetite.

 

14. Recorde-se daquilo que já conseguiu. Compare o seu peso, a sua silhueta e a sua condição física antes de começar a emagrecer e como está agora.

 

15. Se falhar algum dia não desanime. Ocorrerá de vez em quando. Esqueça o deslize e siga com os seus novos hábitos no dia seguinte.

 

16. Defina pequenas metas. Cumprindo o seu grande objectivo, procure motivações específicas: tonificar uma parte do corpo ou, por exemplo, reduzir o consumo de álcool pois contém calorias vazias, isto é, sem nutrientes.

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE