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Linha White

Programa Noites Tranquilas

Melhore a qualidade do seu sono e elimine as insónias em apenas 6 sessões.

 

Insónias

Significa ter dificuldades em adormecer, em se manter a dormir ou ter um sono reparador. Um bom sono permite melhor capacidade de concentração e memória, facilita a percepção de ideias, a concepção de planos e a criatividade. Outras consequências das insónias são a fadiga, cansaço, dificuldade no desempenho escolar ou trabalho, alterações de humor, irritabilidade, redução da energia e motivação, dores de cabeça, alterações gastrointestinais e preocupação relativamente ao sono.

 

Trata-se de uma das queixas mais frequentes e das mais ouvidas por médicos e profissionais de saúde, no entanto, muitas pessoas não procuram ajuda, o que é uma pena, dado existirem formas de tratamento muito eficazes, sem ser necessário recorrer a medicação.

 

Não se iniba de pedir ajuda.

Com o programa Noites Tranquilas temos a solução que procura!

 

Objectivos do Programa:

-       Melhoria na qualidade e/ou tempo de sono

-       Melhoria dos níveis de energia, atenção e memória, no desempenho cognitivo e nos sintomas somáticos

-       Melhoria significativa nas perturbações emocionais relacionadas com o sono

Preencha o questionario para avaliar o nivel de severidade das suas insónias, com base nas últimas duas semanas:

 

Queixa Nada Pouco Moderado Grave Muito Grave
Dificuldade em adormecer 0 1 2 3 4
Dificuldade em manter-se a dormir 0 1 2 3 4
Acordar muito cedo 0 1 2 3 4

Até que ponto está satisfeito/insatisfeito

com o seu padrão de sono actual?

Muito

Insatisfeito

0

Satisfeito


1

Moderadamente

Satisfeito

2

Insatisfeito


3

Muito

Insatisfeito

4

Até que ponto acha que os outros notam as suas

dificuldades de sono na forma como afecta

negativamente a sua qualidade de vida?

Não notam

Nada

0

Notam

Pouco

1

Notam

Razoavelmente

2

Notam Muito


3

Notam

Muitíssimo

4

Qual o seu nível de preocupação/ perturbação com

os seus problemas de sono actuais?

Nada

Preocupado

0

Um pouco

Preocupado

1

Razoavelmente

Preocupado

2

Muito 

Preocupado

3

Extremamente

Preocupado

4

Até que ponto considera que o seu problema de sono

interfere com o seu funcionamento diurno (por exemplo,

fadiga, humor, capacidade para trabalhar ou para as

suas tarefas quotidianas, concentraçao, memoria,

energia, etc.)?

Não Interfere 

Nada



0

Interfere

Um pouco



1

Interfere 

Moderadamente



2

Interfere 

Muito



3

Extrema 

Interferência



4

Total (some os valores das 7 perguntas)

         

 Insomnia Severity Index

 

Interpretação do valor obtido: 

0-7: Sem insónia clinicamente significativa 

8-14: Insónia sub-clínica 

15-21: Insónia clínica (severidade moderada) 

22-28: Insónia clínica (severidade elevada) 

 

 

Departamento de Psicologia da White

 


É Mindful?

Mindfulness significa prestar atenção, intencionalmente, no momento presente e de uma forma não avaliativa. É simplesmente perceber o que está a acontecer, sem aprovar ou rejeitar as experiências. 




Quando alguém está a ser mindfulness, está aberto a todas as emoções. Significa ver como as coisas como são, de uma forma directa e imediata, podemos ver por nós mesmos o que está presente e é verdadeiro, sem avaliar ou julgar como sendo bom ou mau. O Mindfulness pode trazer a nossa atenção a cada momento. É a capacidade de percebermos o que está a acontecer no aqui e no agora. Esse conhecimento é um passo necessário para fazer qualquer mudança. O Mindfulness dá-nos espaço ou a liberdade de "observar" o que está a acontecer sem pressa para parar, mudar ou "consertar" a experiência. Prestar atenção desta forma permite "reunir os dados" da experiência e utilizar essa consciência plena, como base para a tomada de decisões sobre o nosso comportamento futuro. Com a pratica de Mindfulness o nosso comportamento torna-se menos reactivo ou automatico. 

Cultiva-se esta atitude dirigindo a nossa atenção, de forma intencional. Praticar Mindfulness pressupõe um interesse activo, para que possamos desenvolver aprendizagens através das quais podemos aumentar recursos ou competencias.

Se pensarmos no stress sabemos que não existem soluções mágicas ou respostas fáceis. O stress é natural na nossa vivência. Ainda assim, muitas pessoas tentam evita-lo. Outras procuram anestesiar-se de diversas formas para procurarem escapar-se a emoções desagradaveis. É claro que todos nós precisamos de nos distanciar dos problemas de vez em quando mas se as nossas estratégias habituais para lidar com adversidades forem o evitamento e a fuga, então os nossos problemas poder-se-ão agravar pois não irão desaparecer magicamente. Aquilo que realmente desaparece, ou fica camuflado quando nos desligamos e fugimos dos nossos problemas ou emoções, é o nosso poder de crescimento, mudança e adaptação.

O Mindfulness pode ajuda-lo a enfrentar as suas dificuldades e a encontrar soluções eficazes, proporcionando-lhe tranquilidade e harmonia interior. 

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica de Psicologia na White

Perturbação Obsessivo-Compulsiva

“A incerteza dos acontecimentos é sempre mais difícil de suportar que o próprio acontecimento.”

Jean Massillon



 

 

A Perturbação obsessivo-compulsiva (POC) trata-se de uma das perturbações de ansiedade que provoca mais desgaste físico, emocional e intelectual.

É reconhecida actualmente como a quarta perturbação psicológica mais expressiva na sua prevalência (1 em cada 40 adultos) mas até há pouco tempo acreditava-se ser rara e antes dos anos 60 não existia tratamento eficaz. Felizmente a realidade de hoje é outra e existem já formas de intervir, que permitem uma melhoria significativa de sintomas.

 

O que é a Perturbação Obsessivo-Compulsiva?

 

Esta perturbação é caracterizada por pensamentos, impulsos ou imagens mentais desagradáveis e recorrentes (obsessões) e/ou comportamentos repetitivos e ritualizados (compulsões). As pessoas têm consciência que as suas obsessões e compulsões são irracionais ou excessivas, mas não conseguem ter controlo sobre elas. Esta consciencia cria por vezes o receio que os outros o considerem fraco ou "maluco", por isso frequentemente escondem os sintomas e evitam procurar ajuda.

O facto de estes pensamentos surgirem intrusivamente, vindos do nada e de resistirem em desaparecer, apesar dos esforços feitos nesse sentido, origina um elevado desconforto e ansiedade. Surgem, assim, as compulsões ou rituais compulsivos, isto é, a pessoa sente que tem que fazer algo para reduzir o mal-estar, que acabam por cumprir uma função de controlo de ansiedade, ainda que inadequado. Estes comportamentos são, na maior parte das vezes, comportamentos exteriores e tornam-se bastante visíveis, contrariamente às obsessões. 

 

Obsessões mais frequentes:

-       Medo da existência de germes, de contaminação e sujidade;

-       Medo de perder o controlo sobre impulsos agressivos ou violentos;

-       Sentimentos extremos de responsabilidade pela segurança de outros;

-       Preocupação exagerada pela ordem;

-       Organizaçao e simetria - necessidade de ter os objectos por uma determinada ordem; 

-       Incapacidade para deitar fora bens inuteis ou já deteriorados;

-       Pensamentos ou impulsos intrusivos e indesejados de natureza sexual;

-       Duvidas constantes;

-       Necessidade de contar;

-       Medo de certos números, cores ou palavras.

 

Compulsões mais comuns:

-       Lavagens excessivas;

-       Rituais de limpeza;

-       Acções repetitivas como tocar, contar, colocar em ordem e coleccionar;

-       Rituais de verificação (do gás, do fecho das portas, das janelas, das torneiras, etc);

-       Tocar, bater, esfregar (determinados objectos, partes do corpo, etc)

-       Contar (objectos, palavras);

-       Organizar, colocar em ordem e/ou de acordo com uma noção especifica de simetria ou organização espacial;

-       Coleccionar objectos (inúteis e não valiosos);

-       Actos do tipo supersticioso que ajudam a reduzir o medo das obsessões.

 

A pessoa pode ter um ou mais destes sintomas, os quais podem variar ao longo da perturbação.

  

Se se identifica com alguns destes sintomas não hesite em procurar ajuda psicológica ou psicoterapêutica.



Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica do Departamento de Psicologia

Psiconutrição para Redução de Peso

Motivação, adesão, manutenção, recaída e lapso, são palavras frequentemente usadas quando iniciamos uma dieta para perder peso.

 

Acreditamos que “a união faz a força” e é por esse motivo que criámos o conceito de PsicoNutrição que visa a integração de duas especialidades: a Consulta de Nutrição e a Psicologia (Consulta de Comportamento Alimentar). Estas duas áreas complementam-se bastante e só assim será garantida a verdadeira mudança.

 

O processo deve ser individual e com orientação de um Nutricionista e de um Psicólogo, tendo em conta o estilo de vida de cada pessoa, assim como a presença de doenças pré-existentes que possam constituir um obstáculo para os resultados pretendidos.

 

 

 

 

 

A Consulta de Nutrição

Baseia-se, entre outros aspectos, na reeducação alimentar. Termo muito comentado ultimamente como o "segredo" para perder peso e ter uma vida mais saudável, livre de doenças e do efeito dietas iô-iô.

Mas será que sabe no que consiste este processo?

Durante toda a nossa vida, principalmente na infância, aprendemos o que devemos comer com os nossos pais e/ou as pessoas que nos rodeiam e nem sempre são alimentos saudáveis.

Quando ficamos mais velhos ou nos deparamos com alguma doença como a hipertensão, o colesterol ou mesmo com o excesso de peso, tomamos consciência da importância da alimentação para uma vida melhor e descobrimos que não nos alimentamos de forma equilibrada.

É aí que entra a reeducação alimentar, que consiste na mudança de alguns hábitos, mas sem deixar de fora o que faz parte da cultura de cada um.

O principal conceito que devemos aprender é que a reeducação alimentar não consiste em deixar de comer tudo o que gosta e passar a comer apenas fruta, verduras, legumes e alimentos ditos light. Muito pelo contrário, é aprender que pode comer de tudo, mas sem exageros e de forma consciente.

Mudar hábitos não é fácil. É uma tarefa que requer esforço e disciplina, mas é possível. Quando o objectivo maior é a saúde, a prevenção de doenças e o melhor aproveitamento do organismo, o esforço vale a pena.

O mais importante é ter sempre prazer quando se alimenta. Tudo o que fazemos por sacrifício e sofrimento, não conseguimos manter por muito tempo.

 

A Consulta do Comportamento Alimentar

O acto de “comer” é muitas vezes um comportamento disfuncional, usado como estratégia reguladora de emoções desconfortáveis. Sentimentos de tristeza, culpa, raiva, incapacidade, impotência e desesperança podem levar à ingestão alimentar exagerada ou hipercalórica. Actualmente sabemos que factores psicológicos, como stress, depressão, problemas relacionais, insucesso no trabalho ou desemprego provocam aumento de apetite ou a chamada “ânsia por comer”. Assim, a comida é usada como forma ilusória de se tranquilizar, uma vez que estas emoções que o levam a comer em excesso e consequentemente a engordar, provocam por sua vez sentimentos de culpa, arrependimento e frustração, entrando num verdadeiro ciclo vicioso.

Se a comida é usada como ansiolitico ou antidepressivo, surgindo como forma de colmatar o desconforto emocional, quando se recorre a dietas isoladamente, pode aumentar ainda mais a ansiedade, depressão, irritabilidade, podendo levar à desmotivação e consequentemente provocar recaídas.

Por este motivo é fundamental aprender técnicas mais adequadas e eficazes para regular as suas emoções, extinguindo deste modo a necessidade de recorrer à comida. Além disso, é importante intervir no controlo de impulsos e na motivação para suster hábitos alimentares saudáveis e ajustados especialmente a si.

A Consulta do Comportamento Alimentar irá ajudá-lo na forma como se relaciona com a  comida, levando a uma perda de peso mais rápida e à sua manutenção a longo prazo uma vez que este processo envolve aprendizagem e mudança de comportamentos no seu dia-a-dia. O objectivo passa pela mudança de comportamentos que perpetuam a dificuldade em perder peso e gestão da ansiedade inerente a todo o processo.

 

Devido à diversidade de factores que contribuem para o aumento de peso, este processo requer intervenção em equipa. Com a ajuda integrada destas duas valências irá com certeza atingir o seu objectivo!


Dra. Catarina de Castro Lopes (Directora Clinica de Psicologia na White)

Dra. Iara Rodrigues (Directora Clinica de Nutrição na White)

 

 

 

Preocupação excessiva com o corpo no verão

O Verão é uma altura do ano em que usamos roupas mais decotadas e em que o corpo fica mais exposto. É época de ir à praia, piscina e festas, propiciando maior socialização e maior exigência relativamente à forma física.  Assim, para muitas pessoas o Verão significa uma preocupação redobrada com a aparência. Os homens pretendem mostrar um corpo musculado e as mulheres esconder gorduras localizadas.

Esta preocupação é natural e compreensível. Estudos revelam que pessoas atraentes têm vantagens distintas na nossa sociedade.

Cada período da historia teve os seus próprios padrões associados à beleza. A preocupação com aparência não é coisa dos tempos modernos.

É importante cuidarmos da nossa imagem e sentirmo-nos bem connosco, contudo, o exagero e obsessão relacionados com alguma parte do corpo podem tornar-se perturbadores e perigosos principalmente quando começamos a evitar algumas pessoas ou locais ou quando despendemos demasiado tempo para disfarçar essa zona corporal.

 

Perturbação Dismórfica Corporal - Prevalência de 0,7% a 12% na população

 

Fala-se de Perturbação Dismórfica Corporal quando se verifica uma preocupação excessiva com um “defeito” mínimo ou imaginário na aparência. Por vezes está presente uma ligeira anomalia física mas a preocupação é desproporcional e exagerada. Esta preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida.

As preocupações mais comuns são com a pele, cabelo, nariz, olhos, boca, lábios e queixo, contudo são frequentemente focadas em várias partes do corpo simultaneamente, sendo que qualquer aspecto corporal poderá ser percepcionado como “defeito”.

As pessoas que sofrem desta perturbação despendem de muitas horas em frente ao espelho a tentar camuflar as imperfeições com uso de roupas, chapéus e maquilhagem excessiva, mas pouco sabem acerca da psicopatologia ou dos factores que mantêm esse comportamento. Habitualmente evitam situações sociais e de intimidade ou apenas enfrentam estes eventos sob o uso de álcool ou substancias psicotrópicas. Mantêm-se em segredo, sofrem em silêncio pois pensam que irão ser vistos como vaidosos, fúteis ou narcisistas, levando muitas vezes ao isolamento.

Esta perturbação surge frequentemente associada à depressão, Fobia Social e Perturbação Obsessivo-Compulsiva, apresentando uma elevada taxa de suicídio.

Muitas pessoas procuram tratamentos estéticos (cirurgias plásticas e tratamentos dermatológicos), mas muitos não chegam a ser realizados por discordância do médico, atendendo a que o “defeito” era mínimo ou não estava presente.

Diversos estudos mostram que 5 a 15% das pessoas que procuram Cirurgia Plástica tem Perturbação Dismórfica Corporal, no entanto, apesar da procura, outros estudos referem que após cirurgia relataram não ter havido mudanças ou mesmo terem piorado as suas preocupações com o defeito percepcionado.

Na White, estamos atentos a esta perturbação. Pacientes que apresentem este diagnostico devem ser acompanhados através de intervenção psicológica. Quando as motivações e expectativas forem adequadas serão submetidas aos tratamentos estéticos.

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clínica de Psicologia na White

 

“Mens sana in corpore sano”

Todos nós conhecemos esta famosa e antiga citação latina, certo? A intenção do autor era lembrar os cidadãos romanos que numa oração deveriam pedir saúde física e espiritual.

Actualmente o significado que damos a esta frase é que um corpo são proporciona ou sustenta uma mente sã e vice-versa. Usamo-la para expressar o conceito de coerência entre mente e corpo como sendo o equilíbrio saudável no nosso estilo de vida.

Não podemos dissociar mente do corpo. Todos nós já experienciámos sintomas físicos quando estamos mais ansiosos, tristes ou irritados. Como consequência destas emoções que causam desconforto e mal-estar, podem surgir alterações gastrointestinais, dermatológicas, dores de cabeça ou dores musculares.

O efeito de factores psicológicos sobre os processos orgânicos do corpo chama-se psicossomatização. As emoções podem afectar certas funções orgânicas. A Depressão por exemplo, pode inibir o sistema imunitário tornando a pessoa mais susceptível a determinadas infecções. A Ansiedade activa o sistema nervoso autónomo que por sua vez aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial e a tensão muscular, isto é, o corpo responde fisiologicamente ao stress emocional. O distúrbio emocional que desencadeia os sintomas pode passar despercebido o que faz com que muitas vezes as pessoas realizem inúmeros exames em busca de um diagnóstico médico, sendo que nestes casos a solução passa pelo tratamento psicológico. 

 

Hoje é o Dia Mundial da Saúde por isso cuide de si - corpo e mente! Relaxe, faça uma massagem, exercício físico, saia com os seus amigos, tire uns momentos para si, mime-se! O seu bem-estar proporciona um maior equilibrio na sua saúde.

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clinica de Psicologia na White

 

 

 

Dr. White - Intervenção Psicologica na Redução de Peso

Quem viu o ultimo episodio Dr. White pôde perceber que a Maria Celeste Lampreia usava a comida como forma de se tranquilizar em momentos de maior ansiedade ou angustia. Usando as suas palavras: "Tive alguns problemas na minha vida e entao comia, comia, comia". Estas emoções negativas levavam-na a comer em excesso e consequentemente a engordar, o que lhe provocava sentimentos de culpa e desesperança após esta ingestão alimentar excessiva, entrando num verdadeiro ciclo vicioso.

As sessões de psicologia ajudaram-na a mudar comportamentos que perpetuavam a dificuldade em perder peso e a controlar o impulso para ingestões alimentares excessivas ou hipercalóricas. Foram delineadas estrategias para diminuição de ansiedade e auto-regulação emocional que permitiram que a Celeste começasse a usar outras ferramentas para regular as suas emoções sem ser através da sobrealimentação. A intervenção psicologica contribuiu ainda para a mudança de alguns pensamentos que surgiam como contraproducentes tais como: "Perdido por 100 perdido por 1000" ou "Eu nunca vou conseguir perder peso".

 

Com o trabalho em equipa conseguimos atingir o objectivo da Celeste, sendo que neste momento é uma mulher com mais auto-estima e confiança, tendo estabelecido uma relaçao mais positiva com o seu corpo.

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clinica de Psicologia na White

 

Dr White - Sandra Martins: "A Boca está na mão"

Intervenção Psicológica

 

Para quem viu o último episódio do Dr. White pôde perceber que a Sandra apresentava uma Fobia Especifica a Próteses Dentárias e a objectos em forma de dentes. Foi usado o EMDR para tratamento desta fobia e em 10 sessões a Sandra deixou de ter medo destes objectos, tendo desenvolvido novas interpretações, novas reacções emocionais e comportamentos mais adequados. Com este artigo pode ficar a saber de uma forma detalhada o trabalho psicológico realizado.

 

O que é uma Fobia Específica?

É caracterizada pela presença de medo acentuado e persistente que é excessivo ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objecto ou situação especifica. A exposição ao estimulo fóbico provoca quase invariavelmente uma resposta ansiosa imediata. A pessoa reconhece que o medo é excessivo, no entanto não tem controlo sobre suas reacções. As situações fóbicas são evitadas com intensa ansiedade e mal-estar, interferindo significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional, relacionamentos, actividades sociais ou mal-estar acentuado. O evitamento é a consequência mais complicada pelo impacto que tem na vida das pessoas e sua liberdade individual.
Os primeiros sintomas de Fobia Especifica ocorrem habitualmente na infância ou no inicio da adolescência, podendo ocorrer mais cedo nas mulheres do que nos homens.
Os factores predisponentes para o desencadeamento da fobia incluem muitas vezes acontecimentos traumáticos que tendem a ter um desenvolvimento particularmente agudo.

 

EMDR para Fobias

O EMDR tem sido indicado nos últimos anos como tratamento para alguns problemas de ansiedade, incluindo várias fobias. Muitos casos têm demonstrado a sua eficácia em apenas três ou quatro sessões no tratamento de fobias especificas com componente traumática. A vantagem desta técnica sobre a clássica Terapia Cognitivo Comportamental é a rapidez da sua acção e menor numero de sessões envolvidas.
Têm sido feitos vários estudos com fobias especificas em situações ambientais, em particular fobias de animais, alturas, injecções e medo de andar de avião, através de exposição in vivo. Por exemplo, em fobia de aranhas, as pessoas são expostas ao animal e encorajadas a deixar as aranhas andar pelas suas mãos. As técnicas de exposição têm realmente mostrado eficácia nestes tipo de fobias. Contudo, não têm sido realizados estudos utilizando as técnicas de exposição com fobias que têm em sua génese uma forte componente traumática (acidentes de carro, medo de engasgar, mordidelas de cão, etc.) De facto, as pessoas não podem ser expostas a mordidelas de cobras, a cair de sítios altos ou a acidentes de avião, e é a antecipação destes eventos que torna as situações temíveis. De Jongh (1999) realizou uma pesquisa onde mostra que algumas fobias especificas, como medo de cães, sangue, injecções, ferimentos, falar em publico e fobias dentarias habitualmente têm origem numa experiencia traumática. De Jongh (1999) afirma que este tipo de fobias não respondem bem ao tratamento através da exposição. O mesmo autor trabalhou com pacientes com fobia dentária e verificou que o EMDR é consideravelmente mais eficaz, eficiente e confortável para o paciente do que as técnicas de exposição quando estão envolvidas experiencias traumáticas. Outro estudo realizado por Marcus, Marquis e Sakai (1997) que comparou a terapia EMDR com acompanhamento tradicional (i.e, terapia cognitivo-comportamental, psicoterapia psicodinâmica, medicação e terapia de grupo) verificaram que os pacientes tratados com EMDR mostraram uma melhoria significativa dos sintomas e duas vezes mais rápida do que o acompanhamento tradicional.
O método EMDR é baseado na imaginação do estimulo fóbico ou exposição a este mesmo estimulo, acompanhado de movimentos oculares ou outros estímulos bilaterais, tendo uma forte componente cognitiva. Encoraja o paciente a focar-se nas suas sensações físicas e a imaginar a situação traumática. Esta abordagem permite que a pessoa identifique e separe as sensações afectivas do trauma das suas interpretações cognitivas.

 

O Caso da Sandra

Sandra, de 42 anos tinha fobia especifica de próteses dentárias desde os 6 anos, desencadeada por algumas experiências traumáticas que teve no passado. A exposição ao objecto ou o simples facto de imaginar a prótese provocava uma resposta de intensa ansiedade – entre outros sintomas os mais evidentes e desconfortáveis eram: sensação de falta de ar, tremores, sudação, choro, rubor facial e aceleração do batimento cardíaco. Este medo era persistente e manifestava-se de uma forma excessiva, desadaptativa e descontrolada provocada pela presença ou antecipação da prótese.

A Sandra tinha consciência que o seu medo era desproporcional e exagerado face à situação, sabia que a prótese era um objecto e que não lhe iria fazer mal, mas mesmo assim não conseguia controlar as suas reacções. Interferia bastante no funcionamento da sua vida, uma vez que evitava alguns encontros sociais nomeadamente jantares e festas, se soubesse previamente que iriam estar presentes pessoas com próteses removíveis, pelo medo antecipatório que a prótese pudesse cair ou mover-se. Evitava ir ao dentista e fugia dos seus irmãos, uma vez que as brincadeiras preferidas eram despertar o medo da Sandra através de objectos em forma de dentaduras e dentes, e mais tarde mesmo com as suas próprias próteses removíveis.
Tudo começou quando tinha 6 anos e viu a mãe a tirar a prótese (removível) para a lavar. O pensamento e interpretação que deu na altura foi: “A boca está na mão,  está no sitio errado”, e depressa surgiram emoções e sensações de nojo, medo e repulsa que a levaram a fugir e a isolar-se no quarto a chorar.
A Sandra sempre teve uma boa relação com a sua mãe e com o resto da sua família. Não se recorda em concreto o que sentiu relativamente à sua mãe na altura mas pensa que terá sido um sentimento de pena “A minha mãe não tem dentes. Precisa usar aquilo”.  No entanto, recorda-se que ficou desde os 6 anos sem falar com a mãe sobre o episódio pois não queria magoá-la uma vez que “a sua boca estava no sitio errado”. Só por volta dos 10 anos (em que viu novamente a prótese) assumiu a sua fobia e contou à mãe, que lhe explicou que era apenas um objecto e que não lhe faria mal, que era um medo “estúpido”. Depois disso os irmãos começaram a gozar com ela e a provocá-la mostrando objectos em forma de dentes e dentaduras que reforçou ainda mais o medo.

 

Intervenção Psicológica

O principal objectivo da Sandra era mudar a sua aparência dentária e a solução era a colocação de uma prótese. Qualquer objecto semelhante a prótese, dentadura, moldes ou em forma de dentes causava resposta de intensa ansiedade. Assim, sentiu-se necessidade de intervir nesta fobia, não só para colocação da prótese dentária mas pela necessidade de executar moldes durante o tratamento.

Foi usado o protocolo de EMDR em que foram reprocessadas situações difíceis do passado, estímulos actuais que provocavam medo e as situações futuras que pudessem constituir um desafio e nas quais a Sandra pudesse vir a estar perante os objectos que lhe provocavam medo.
Foram reprocessados eventos que contribuíram para fobia, a primeira vez que o medo foi experienciado, as experiencias mais perturbadoras, a ultima vez que sentiu medo, associações com o estimulo presente e sensações físicas incluindo hiperventilação.
Saliento que a instalação de recursos e os entrelaçamentos cognitivos (usados a partir da 6ª sessão) foram técnicas poderosas que proporcionaram um grande avanço do processo terapêutico.

 

1ª Sessão

A situação escolhida (recordação original) foi a mãe a lavar as próteses quando a Sandra tinha 6 anos. A imagem escolhida que representa o momento mais difícil foi “a mãe ter a boca na mão”. A cognição negativa (CN), isto é, o que pensava de negativo sobre si mesma face à situação, tinha a ver com possibilidade de escolha/controlo: “Eu sou fraca”. A Sandra gostava de substituir esta CN pela cognição positiva (CP): “Eu sou forte e capaz de ultrapassar este medo estúpido”. As emoções sentidas no momento era o medo, repulsa e nojo. O seu stress que sentia foi avaliado pela Subjective Unit of Distress Scale (SUD), escala que varia de 0 a 10, em que a Sandra atribuiu o valor máximo (10).  As sensações corporais relatadas foram pressão/aperto na boca do estômago, peito (que a impedia de respirar normalmente) e braços, nó na garganta,  tremores, formigueiro braços e pernas, sensação de tendões puxados.
Foi instalado o lugar seguro: No Gerês, no campo em contacto com os animais, que chamava “paraíso”. Assim, pôde entrar em contacto com sensações de calma e tranquilidade.

 

2ª à 5ª Sessão

Depois de completada a fase de preparação e avaliação procedeu-se à dessensibilização. Durante esta fase surgiram vários objectos em forma de dentes e dentaduras, sendo que habitualmente a Sandra “fugia” para o seu lugar seguro (campo rodeado de animais) usando recorrentemente essa estratégia para lidar com memorias perturbadoras que iam surgindo durante o processamento.  Também se recordou de algumas situações que estavam esquecidas, almoços e jantares com amigos, do aniversário da avó em que lhe viu a placa saltar quando soprava as velas do bolo, lembrou-se ainda de num museu de dinossauros ter visto maxilares e dentes.
O que foi peculiar durante o tratamento foi o surgimento de varias “memórias de outras vidas” segundo Sandra, nas quais era uma enfermeira em tempo de guerra que assistiu a torturas altamente violentas em que eram arrancados os maxilares às pessoas e colocados num frasco de vidro. O autor das torturas e vitimas surgiram varias vezes assim como o frasco com os dentes e maxilares. O aparecimento deste material talvez se possa justificar pelo facto da Sandra acreditar em vidas passadas.
Apesar de todo o material que surgiu (“vidas passadas” e “vida actual”), durante estas quatro sessões senti que o processo estava em looping, isto é, que não havia grandes mudanças no processo.

 

6ª Sessão 

Foi feita instalação de recursos a meio da intervenção – recurso escolhido: Ter controlo sobre si e suas emoções. Instalar esta imagem futura de estar perante objecto fóbico acompanhada pelo forte pensamento de ter controlo sobre si própria foi bastante útil e permitiu que a Sandra avançasse bastante o processo. A situação escolhida em que usou com sucesso esse recurso foi: a Sandra a trabalhar no supermercado que lhe trouxe emoções e sensações de orgulho,  profissionalismo, controlo e força.
Nessa mesma sessão a Sandra obteve uma vitória pois durante o processamento começou a ver gomas em forma de dentes a dirigirem-se a si e gritou “vitória!” quando conseguiu comer uma dessas gomas.
Obviamente que todos os entrelaçamentos cognitivos usados também foram bastante úteis durante o processamento e permitiram uma evolução mais rápida, nomeadamente, reforçar que a Sandra era uma criança na altura e perguntar-lhe o que ela pensava sobre a situação enquanto adulta. Outro entrelaçamento cognitivo usado foi pedir que imaginasse por um segundo que era forte e capaz de ultrapassar o seu medo, técnica que foi bastante útil.

 

7ª Sessão

Nesta sessão. como forma de fornecer ferramentas de auto-controlo para lidar com o medo foi usada a técnica Light Stream. Pedi à Sandra que atribuísse uma forma, tamanho, cor, temperatura, textura e som às sensações e tensões que lhe percorriam todo o corpo. Rapidamente a Sandra chegou à conclusão que se tratava de uma luz quente, inflamável de cor vermelha que lhe percorria todo o corpo e atribuiu o nome de vírus. Depois perguntei-lhe o que podia combater esse vírus, que cor teria, forma, textura ao que a Sandra respondeu que tinha uma luz branca, agradável em forma de circulo, flexível e forte ao que chamou de antibiótico.

Durante o processamento o antibiótico começou a ganhar cada vez mais poder e a combater o vírus, até que Sandra gritou “Yes! Antibiótico venceu o vírus!”

 

8ª Sessão

As emoções que surgiram quando se recordou da situação foi de pena da mãe porque não tem dentes naturais, referindo que já não a perturbava quase nada. O SUD, isto é, a perturbação face à situação era 2 (numa escala de 0 a 10) e no corpo sentia apenas um formigueiro.

Pedi que a Sandra visualizasse a sequência de eventos ao longo do tempo e espaço como se de um filme se tratasse.
O SUD ficou igual a zero e assim avançamos para a instalação.

 

9ª Sessão

Foram trabalhados cenários futuros – ver alguém com uma prótese, irmão a brincar com ela, cair a prótese a alguém durante o jantar, fazer moldes para tratamento dentário, colocarem uma prótese em boca. Desta forma, foi instalada CP (cognição positiva) até que VOC=7, isto é, sentia as palavras "Eu sou forte e capaz de ultrapassar este medo estúpido" como totalmente verdadeiras, numa escala de 1 a 7.

 

10ª Sessão
A Sandra parecia já preparada a confrontar a situação in vivo. Quando lhe pedia que imaginasse uma prótese o seu nível de stress (SUD) era igual a 0, não surgia qualquer sensação ou emoção desconfortável. Nesta ultima sessão, numa primeira fase começou por observar a prótese e continuou sem sentir qualquer desconforto e depois pediu para pegar na prótese, ficando com ela na mão e continuando com SUD = 0.

 

Em 10 sessões de EMDR a Sandra perdeu o medo das próteses. Actualmente, já consegue visualizar e até pegar em dentaduras, próteses e objectos em forma de dentes sem apresentar qualquer resposta de ansiedade ou medo, tendo completado o seu tratamento dentário com sucesso na White.

Foi feito follow-up passados 4 meses e o resultado no nosso trabalho mantem-se, a Sandra não sente nenhuma ansiedade ou medo face a estes objectos.

 

Nota: Este artigo foi escrito com consentimento da Sandra e publicado após sua aprovação.

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clínica de Psicologia na White

Intervenção Psicológica na Cirurgia Bariátrica

Avaliação Psicológica Pré-Cirurgica

Deve ser cautelosamente avaliado antes da cirurgia bariátrica:

 

- O modo como a pessoa se relaciona com a comida e o lugar que esta ocupa na sua vida, pois a maioria destas pessoas engorda e come compulsivamente, não porque sente uma fome física mas sim porque se sentem tristes, ansiosos ou stressados, usando a comida como um ansiolitico ou antidepressivo;

- O historial de obesidade e causas associadas;

- A recorrência a dietas mal sucedidas e perceber quais as dificuldades que sentiram e porque não resultaram;

- A existência de apoio familiar e social. Trata-se de uma cirurgia e de um processo que requer algum suporte dos mais próximos a longo prazo;

- A satisfação com a imagem corporal e possíveis perturbações da mesma;

- Perceber se as motivações e expectativas em relação à cirurgia são adequadas, pois estas pessoas frequentemente acreditam que fazendo a cirurgia todos os seus problemas se resolverão;

- Verificar se existe psicopatologia, como a perturbação da ingestão alimentar compulsiva, tão comum nestas pessoas, depressão e perturbações ansiosas;

- Averiguar se as pessoas estão preparadas para a cirurgia e para as mudanças que irão ter que fazer na sua vida (alimentação, exercício físico, mudar horários e rotinas) e se estão bem informadas acerca do tratamento. É fundamental a colaboração e responsabilidade do paciente durante o tratamento;

- Se forem detectadas perturbações psicológicas que sejam um potencial obstáculo a resultados eficazes com a cirurgia, esta poderá ser adiada ou mesmo contra-indicada;

- O que se pretende numa fase pré-cirúrgica é avaliar se as condições psicológicas do paciente são favoráveis à adesão ao tratamento.

 

Acompanhamento Psicológico no Pós-operatório

Depois da cirurgia, o tratamento psicológico pode e deve continuar. Vejamos as razões! Nos primeiros meses que se seguem à cirurgia, o paciente irá encarar o desafio de modificar profundamente os seus hábitos alimentares, assim como o de reconhecer a cada dia as mudanças no seu corpo. É comum a existência de conflitos de percepção da sua nova imagem, sendo portanto um dos aspectos a trabalhar pelo psicólogo.
Uma outra questão a trabalhar será a adaptação ao novo estilo de vida que é completamente diferente ao anterior, já que o paciente terá de lidar com situações de privação de alimentos que antes eram ingeridos em grande quantidade. É importante realçar que a cirurgia não muda a vontade de ingerir determinados alimentos. Se estas pessoas não conseguirem lidar com esta privação, podem acabar por transferir a compulsão para outros vícios. Não é raro acontecerem depressões, abuso de álcool e/ou de outras drogas nos pacientes que foram inadequadamente seleccionados para a realização de cirurgias ou que não receberam atenção psicológica posterior à cirurgia. Portanto, deve ser trabalhado o controlo de impulsos que leva à ingestão alimentar exagerada ou hipercalorica e ajudar as pessoas a gerirem a ansiedade inerente a todo o processo de redução de peso.
Por outro lado, muitas pessoas obesas utilizam a sua imagem como uma boa desculpa para não ter uma vida social e afectiva: "Não encontro emprego porque estou gorda" ou “Não vou à praia porque estou gorda”. 
Depois de perderem peso, têm que aprender a lidar com uma nova realidade. Quem opta pela cirurgia deve saber que está a optar por enormes mudanças internas e externas, que tem um período de adaptação emocional, física e social, mas acima de tudo está a optar por uma melhor qualidade de vida.

Não se esqueça que a perda de peso e a sua manutenção a longo prazo envolve aprendizagem e mudança de comportamentos no seu dia-a-dia!

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora de Psicologia na White

 

 

 

 

 

Tema do Mês - Cuide de si neste Natal

Psicologia - Stress no Natal

 

Doces, presentes, festa, família... É fácil associarmos estas palavras à quadra natalícia mas há quem associe esta época a cansaço, stress, ansiedade e frustração.

Andamos de um lado para o outro em compras extenuantes, à procura do melhor presente e em preparativos para o Natal. O presépio, a árvore de Natal, a decoração da casa, as refeições, as roupas para estrear... Tudo tem que estar perfeito e proporcionar uma óptima festa para todos. Esta azafama deixa-nos muitas vezes mal-humorados e irritados pois vamos até às últimas consequências físicas, monetárias e emocionais, sentindo que muitas vezes o nosso esforço e empenho não é reconhecido pelos outros (familiares e amigos), podendo despoletar sentimentos de frustração e ineficácia.

Tal é o stress que em vez de aproveitarmos o momento para nos divertirmos, passamos o tempo todo preocupados com o que ainda não fizemos o que provoca uma ansiedade imensa. Estaremos nós a viver o Natal? Ou a viver as nossas preocupações?

 

Apesar de toda a campanha comercial, o Natal é um momento para celebrar. É um dia para estar reunido com quem mais gosta, para partilhar e desfrutar da alegria de simplesmente estar junto da sua família e amigos. Não stresse! Aproveite o momento e abandone a fantasia da perfeição.

 

Neste Natal não caia no mesmo erro! Em alturas de maior stress procure fazer alguns exercícios de relaxamento. Na White podemos ajudá-lo a pô-los em prática e assim ficará munido de instrumentos que lhe serão muito úteis, não só para esta quadra natalícia mas para todos os momentos que lhe provocarem maior tensão ou ansiedade.

 

 

Catarina de Castro Lopes

Responsável pelo Departamento de Psicologia na White