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Linha White

As críticas dos outros podem interferir na nossa auto-estima?

É natural darmos importância a forma como somos vistos e valorizados por outras pessoas. A opinião dos outros é importante para nós, sendo muitas vezes através dos outros que nos integramos a nós mesmos. Somos seres sociais, vivemos em grupo, logo é natural que sintamos a sua pressão e influência. A auto-estima é uma necessidade que cumpre a função de fazer corresponder a visão que os outros têm de nós ao que somos verdadeiramente, e ao facto de correspondermos aos padrões culturais. Monitoriza e regula a aceitação social das pessoas, no sentido de evitar a rejeição em sociedade.

 A forma como a opinião dos outros tem impacto em nós depende da interpretação que damos a essa informação e da auto-estima que temos. Se for uma pessoa insegura, se a sua estima não estiver fortalecida ou se for demasiado exigente consigo mesmo pode haver um género de filtro mental, que absorve todas as criticas negativas ou depreciativas, indo ao encontro da imagem negativa que tem de si próprio.

  

A auto-estima é indissociável da autocritica. Apenas podemos alcançar apreço por nós mesmos quando se torna possível tomar em consideração as autocríticas, isto é, a capacidade de identificar, tolerar e aprender em função das nossas insatisfações pessoais, e as heteroclíticas ou criticas dos outros. 


Uma pessoa com auto-estima torna-se mais capaz de tolerar as críticas e eventualmente aprender com elas nos diferentes momentos da sua vida. Se a crítica que fazemos sobre nós for adequada proporciona aprendizagem, evita erros futuros e consequentemente leva ao crescimento pessoal. Se, por outro lado, forem de caracter culpabilizante ou destrutivo podem ameaçar a auto-estima.


Se existir uma auto-estima fortalecida, se estiver seguro do seu valor, sentirá uma maior serenidade perante as opiniões dos outros. Mais importante do que os outros pensam de nós, é o que pensamos sobre nós mesmos. De que adianta os outros gostarem de si ou respeitarem-no se quando se olha ao espelho não respeita o que vê?

Pense nisto.
 

Departamento de Psicologia
Catarina de Castro Lopes
Directora Clinica

Dr. White - Intervenção Psicologica na Redução de Peso

Quem viu o ultimo episodio Dr. White pôde perceber que a Maria Celeste Lampreia usava a comida como forma de se tranquilizar em momentos de maior ansiedade ou angustia. Usando as suas palavras: "Tive alguns problemas na minha vida e entao comia, comia, comia". Estas emoções negativas levavam-na a comer em excesso e consequentemente a engordar, o que lhe provocava sentimentos de culpa e desesperança após esta ingestão alimentar excessiva, entrando num verdadeiro ciclo vicioso.

As sessões de psicologia ajudaram-na a mudar comportamentos que perpetuavam a dificuldade em perder peso e a controlar o impulso para ingestões alimentares excessivas ou hipercalóricas. Foram delineadas estrategias para diminuição de ansiedade e auto-regulação emocional que permitiram que a Celeste começasse a usar outras ferramentas para regular as suas emoções sem ser através da sobrealimentação. A intervenção psicologica contribuiu ainda para a mudança de alguns pensamentos que surgiam como contraproducentes tais como: "Perdido por 100 perdido por 1000" ou "Eu nunca vou conseguir perder peso".

 

Com o trabalho em equipa conseguimos atingir o objectivo da Celeste, sendo que neste momento é uma mulher com mais auto-estima e confiança, tendo estabelecido uma relaçao mais positiva com o seu corpo.

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clinica de Psicologia na White