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Linha White

As máscaras que usamos

Nos tempos que correm é comum o uso da mascara como acessório em diferentes manifestações culturais, no entanto, esta prática já acontecia em tempos remotos, existindo algum simbolismo subjacente. Em algumas tribos ainda hoje a mascara assume uma função ritualistica, simbolizando protecção do inimigo. Noutros povos tem como função homenagear os Deuses.

Quando colocamos uma mascara transformamo-nos nem que seja por breves momentos. Muitas vezes usamos mascaras sociais como esconderijo da nossa identidade, de forma a sentirmo-nos mais seguros e protegidos.

Na realidade usamo-las todos os dias e é desta forma que desempenhamos os vários papeis nas nossas vidas – o papel de mãe, de filho, de amigo, de namorado, de profissional. É com estas mascaras que nos relacionamos e que temos as atitudes adequadas para cada circunstancia.

Usarmos mascaras sociais não significa que sejamos falsos ou más pessoas. Se observar o comportamento de determinadas pessoas em contexto social, por exemplo numa festa, vai reparar em múltiplos tipos de mascaras. Verá os mais curiosos, os reservados, os desconfiados, os excêntricos e uma infinidade de outras formas de estar em ambiente festivo.

Comportamo-nos de determinada forma quando estamos numa festa com amigos e de outra totalmente distinta se estivermos no nosso local de trabalho. Assumimos posturas diferentes, adequadas a cada contexto. O vocabulário que usamos muda, vestimo-nos de forma diferente e interagimos mostrando mais ou menos as nossas emoções.

Contudo, é importante perceber se o uso destas mascaras é efectivamente vantajoso, isto é, se garantem a aprovação dos outros, melhoram o seu desempenho nas diversas áreas da sua vida e lhe trazem bem-estar. Se pelo contrario o tornam numa pessoa menos espontânea, mais receosa, insegura ou mais dependente da opinião dos outros, então talvez esteja na altura de mudar de mascara. Ou seja, é importante reflectir:

Quem está por trás de todas estas mascaras sociais e que função desempenham na sua vida?

 

Pense nisto!

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clínica de Psicologia na White