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BAUD - Resultados Surpreendentes

O que é o BAUD?

O BAUD (Bio Acoustical Utilization Device) é um aparelho de neurofeedback que usa o som para quebrar um determinado padrão de funcionamento do cérebro. Quando pensamos ou nos comportamos de uma forma sistemática e estereotipada perante uma situação especifica existe um padrão de funcionamento do cérebro que surge como automático. O BAUD activa o sistema nervoso parassimpático e ajuda o cérebro a neutralizar este circuito, proporcionando um estado de acalmia interna.

Como funciona este aparelho?

Através de ondas sonoras cujas características espelham as ondas cerebrais, as pessoas podem identificar a frequência da dor ou sensação corporal associada à situação perturbadora e encontrar uma outra frequência que anule ou reduza esta primeira.

Em algumas situações pode ser necessário mais do que 1 sessão para controlar definitivamente ou eliminar as emoções que causam desconforto ou mal-estar, contudo vários casos têm demonstrado a sua eficácia com apenas 1 sessão. 

O BAUD tem-se revelado muito útil para reduzir estados de ansiedade, sensação de dor, bruxismo e para controlo de impulsos (cravings).

 

Descrevo um Caso Clínico:

A Fernanda queixava-se de uma grande dificuldade em controlar o impulso para comer doces, especialmente à noite quando estava sozinha em casa. Para a ajudar a controlar este impulso pedi-lhe que se focasse numa situação especifica que tenha suscitado ânsia por comer doces. De seguida pedi-lhe que localizasse essa emoção ou sensação no corpo. Referiu sentir uma espécie de formigueiro no peito. Numa escala de 0 a 10 (SUD) em que 0 é o valor mínimo e 10 o máximo, esta vontade de comer bolos era igual a 9.

Com o BAUD a Fernanda alterou o funcionamento da actividade neuronal do cérebro para uma onda cerebral onde extinguiu a sensação de vontade/ânsia por comer bolos (SUD=0).

Com apenas 1 sessão eliminou este impulso que interferia na sua qualidade de vida, funcionamento diário e na sua forma física.

Actualmente a Fernanda continua em psicoterapia e os resultados obtidos com o BAUD mantêm-se (5 meses após).

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clínica de Psicologia na White

Intervenção Psicológica na Cirurgia Bariátrica

Avaliação Psicológica Pré-Cirurgica

Deve ser cautelosamente avaliado antes da cirurgia bariátrica:

 

- O modo como a pessoa se relaciona com a comida e o lugar que esta ocupa na sua vida, pois a maioria destas pessoas engorda e come compulsivamente, não porque sente uma fome física mas sim porque se sentem tristes, ansiosos ou stressados, usando a comida como um ansiolitico ou antidepressivo;

- O historial de obesidade e causas associadas;

- A recorrência a dietas mal sucedidas e perceber quais as dificuldades que sentiram e porque não resultaram;

- A existência de apoio familiar e social. Trata-se de uma cirurgia e de um processo que requer algum suporte dos mais próximos a longo prazo;

- A satisfação com a imagem corporal e possíveis perturbações da mesma;

- Perceber se as motivações e expectativas em relação à cirurgia são adequadas, pois estas pessoas frequentemente acreditam que fazendo a cirurgia todos os seus problemas se resolverão;

- Verificar se existe psicopatologia, como a perturbação da ingestão alimentar compulsiva, tão comum nestas pessoas, depressão e perturbações ansiosas;

- Averiguar se as pessoas estão preparadas para a cirurgia e para as mudanças que irão ter que fazer na sua vida (alimentação, exercício físico, mudar horários e rotinas) e se estão bem informadas acerca do tratamento. É fundamental a colaboração e responsabilidade do paciente durante o tratamento;

- Se forem detectadas perturbações psicológicas que sejam um potencial obstáculo a resultados eficazes com a cirurgia, esta poderá ser adiada ou mesmo contra-indicada;

- O que se pretende numa fase pré-cirúrgica é avaliar se as condições psicológicas do paciente são favoráveis à adesão ao tratamento.

 

Acompanhamento Psicológico no Pós-operatório

Depois da cirurgia, o tratamento psicológico pode e deve continuar. Vejamos as razões! Nos primeiros meses que se seguem à cirurgia, o paciente irá encarar o desafio de modificar profundamente os seus hábitos alimentares, assim como o de reconhecer a cada dia as mudanças no seu corpo. É comum a existência de conflitos de percepção da sua nova imagem, sendo portanto um dos aspectos a trabalhar pelo psicólogo.
Uma outra questão a trabalhar será a adaptação ao novo estilo de vida que é completamente diferente ao anterior, já que o paciente terá de lidar com situações de privação de alimentos que antes eram ingeridos em grande quantidade. É importante realçar que a cirurgia não muda a vontade de ingerir determinados alimentos. Se estas pessoas não conseguirem lidar com esta privação, podem acabar por transferir a compulsão para outros vícios. Não é raro acontecerem depressões, abuso de álcool e/ou de outras drogas nos pacientes que foram inadequadamente seleccionados para a realização de cirurgias ou que não receberam atenção psicológica posterior à cirurgia. Portanto, deve ser trabalhado o controlo de impulsos que leva à ingestão alimentar exagerada ou hipercalorica e ajudar as pessoas a gerirem a ansiedade inerente a todo o processo de redução de peso.
Por outro lado, muitas pessoas obesas utilizam a sua imagem como uma boa desculpa para não ter uma vida social e afectiva: "Não encontro emprego porque estou gorda" ou “Não vou à praia porque estou gorda”. 
Depois de perderem peso, têm que aprender a lidar com uma nova realidade. Quem opta pela cirurgia deve saber que está a optar por enormes mudanças internas e externas, que tem um período de adaptação emocional, física e social, mas acima de tudo está a optar por uma melhor qualidade de vida.

Não se esqueça que a perda de peso e a sua manutenção a longo prazo envolve aprendizagem e mudança de comportamentos no seu dia-a-dia!

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora de Psicologia na White