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Linha White

Planeie as suas refeições

É importante organizar o que vai comer ao longo do dia com antecedência.

 

Abasteça-se de forma racional, escolhendo criteriosamente os alimentos.

 

Se chega tarde a casa e não tem ingredientes para fazer uma refeição equilibrada, vai mais facilmente cair na tentação de fazer uma tosta ou comer uma pizza.

 

Saiba que cozinhar não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. É um dos pontos-chave para a aquisição de uma alimentação saudável, pois transforma produtos naturais e crus em alimentos com melhor paladar, digestibilidade e maior segurança.

 

A culinária saudável não engloba apenas cozidos e grelhados. Existem outros métodos de confeção igualmente saudáveis e capazes de tornar as refeições mais saborosas, apetecíveis e equilibradas.

 

Use a imaginação e criatividade, misture ingredientes e atreva-se a consumir refeições com muita cor, cheiros agradáveis, plenas de sabor e muito saudáveis.

 

Aceite mais um desafio e inicie-se nos prazeres e mistérios deste universo fascinante que é a culinária saudável.

 

Para variar a sua ementa, deixo-lhe a seguinte sugestão:

Sopa Fria de Melão

Ingredientes (4 Doses):

  • 1 Melão
  • 2 C. sopa de sumo de limão
  • Sal, pimenta, noz-moscada q.b.
  • ½ Chávena de chá de sumo de maçã ou de laranja

Preparação:
Descasque o melão e retire-lhe as sementes. Corte o melão em pedaços.
Num liquidificador, bata o melão, o sumo de limão, o sal a pimenta e a noz-moscada.
Se a sopa estiver muito espessa, adicione sumo de maçã para regular a consistência.
Mude a sopa para uma taça média.
Ponha no frigorífico cerca de 2 horas.
Sirva a sopa fria.

 

Acima de tudo o importante é pensar que fazer dieta, não é sinónimo de acabar com o prazer! É adquirir uma nova atitude face às suas escolhas alimentares, é variedade e qualidade em vez de quantidade, é cuidar de si, é querer e conseguir-se sentir bem com o que vê ao espelho e com o que a balança reflete.

 

Não se deixe vencer pelos pensamentos negativos! Acima de tudo aposte em si.

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE

 

ESPECIAL “MARMITA”

Atualmente, para a grande maioria dos portugueses, não há carteira que resista a refeições fora todos os dias.

 

Muito já deu que falar a moda da “marmita”, que deixou de ser uma tendência para passar a ser um hábito já incutido nas nossas vidas. Aliás, as próprias empresas, com ou sem refeitório, acabaram por adaptar-se aos tempos, disponibilizando microondas para que os seus funcionários possam aquecer a comida que levam de casa.

 

A título de curiosidade, já deve ter reparado que esta moda abriu janelas de oportunidades para negócios de caixas e caixinhas, talheres coloridos e lancheiras que mais parecem de alta-costura… com preços e cores para todos os gostos.

 

A verdade é que levar as refeições de casa é uma atitude não só aconselhável como também inteligente:

 

- Se fizermos as contas a uma média de 6 euros por refeição, a poupança pode rondar os 150 euros por mês.

 

- Se for lanchar a um café ou pastelaria, fazendo as contas a 3 euros por lanche, dificilmente gastará por mês menos de 60 euros. 

 

Por isso, quando estiver a preparar a comida para levar para o trabalho, contemple também algo para as refeições intermédias e ainda um ou outro snack para andar no carro.  

 

A moda da marmita pode ter tido origem em questões económicas. Mas felizmente veio permitir juntar à vantagem da poupança os benefícios em matéria de saúde. Regra geral, uma refeição cozinhada em casa é mais saudável, em termos de sal, das gorduras processadas e da quantidade que se ingere. E as sopas, costumam ser iguais às que faz lá em casa? Não, pois não?!

Além disso, basta pensar que num restaurante onde o almoço custe 5 ou 6 euros, a qualidade dos alimentos dificilmente será a melhor – naturalmente os restaurantes tentam obter o maior rendimento com o menor custo.

 

Por todas as razões e mais alguma, se ainda não pertence ao clube dos “marmiteiros”, adira a esta onda!... Ganhe em dinheiro e em saúde e perca em quilos.

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE

 

PETISCAR SEM SE COMPROMETER

Dicas saudáveis para pôr em prática todos os dias

 

Geralmente, quando nos dá fome, temos a tendência de comer o que está mais à mão. Muitas das vezes, essa escolha está, no entanto, longe de ser a melhor.

 

O petisco pressupõe “pequenas doses de comida, ingeridas num ambiente descontraído e pode ser uma refeição ligeira e nutricionalmente adequada”.

 

No entanto, se não se prestar atenção ao que come irá cometer excessos. Aprenda, por isso, a evitar os erros mais comuns, seguindo os conselhos que se seguem:

 

- Faça do petisco o prato principal;

- Em casa, inclua opções como espetadas de tomate cereja, manjericão e queijo fresco, feta ou mozarella;

- Prefira petiscos ligeiros como amêijoas à bulhão pato, conquilhas ou salada de polvo;

- Não abuse do álcool;

- Sirva-se de uma só vez;

- Evite acompanhar os petiscos com pão;

- Desfrute da companhia dos amigos, converse, ria mais e coma menos;

- Não abuse dos fritos nem dos molhos;

- Antes de sair de casa para um convívio gastronómico com amigos, coma uma maçã e beba água.

 

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE

 

 

PERDA DE PESO DEPOIS DOS EXCESSOS DAS FESTAS

QUER PERDER ALGUNS QUILOS DEPOIS DOS EXCESSOS DOS ÚLTIMOS MESES? ENTÃO, DO QUE ESTÁ À ESPERA?! CRIE REGRAS PARA NÃO VOLTAR A ENGORDAR.

 

Antes de mais, convém esclarecer que o objetivo destas dicas alimentares não é levá-lo a emagrecer a qualquer custo, mas sim a reajustar a sua silhueta de forma saudável e sustentável, para não voltar a engordar.

 

Na verdade, de nada lhe adianta fazer uma drástica restrição alimentar em tempo recorde, porque assim que voltar a comer “normalmente”, os quilos perdidos voltam e, muitas vezes, vem “acompanhados” de outros tantos...

 

Se demorou um, dois, cinco ou mais anos a ganhar “aqueles” quilos que tanto o incomodam, por que motivo há de acreditar que, em pouco tempo, vai ser possível perdê-los? Convém saber que fazer jejum ou saltar refeições é prejudicial, quer para a saúde, quer para as boas intenções e que, após longos períodos sem comer, tendem a cometer-se maiores “desvios” (excessos alimentares).

O radicalismo não é a solução: eliminar alimentos ou reduzir abruptamente as calorias ingeridas pode dar mau resultado. Então qual a solução? Perder peso implica, antes de mais, uma mudança de comportamentos. Como? Comece por identificar a presença de quilos a mais, pense no incómodo que isso lhe causa, bem como nos hábitos que conduziram a essa situação. Depois, use o bom senso, trace um plano com metas realistas e graduais e encontre a motivação que lhe falta para começar e manter o processo.

Ainda assim, nem sempre se consegue controlar o peso sem ajuda. Neste caso, uma consulta médica com um nutricionista permite tomar conhecimento de todas as opções, nomeadamente no que se refere a dietas exequíveis e aconselhadas, levando ao desenvolvimento de uma maior responsabilização do paciente pelo seu estado de saúde.

REGRAS DO “JOGO”.

 

Uma dieta cujo objetivo é perder peso em poucos dias nunca deverá ser a sua primeira opção. A alternativa? Faça-o gradualmente e sem radicalismos. Para esse efeito, devemos ter em conta as seguintes regras:

 

  • Comer mais vezes e em menor quantidade: As primeiras medidas para a correção de peso impõem a redução da ingestão calórica diária. Para além disso, o intervalo entre as refeições deve variar de acordo com o tempo de digestão de cada indivíduo e dos alimentos ingeridos, mas não deve ultrapassar, em média, as três horas. O importante é comer antes de sentir fome.
  • Escolher os alimentos: Uma dieta em que se pretende alcançar um objetivo “rápido” deverá abundar de alimentos “saudáveis” e excluir os ditos “desaconselhados” (queijos gordos, enchidos, álcool, refrigerantes, bolachas, gelados, chocolates, salgados, etc.). Deve sempre incluir uma quantidade de proteína (peixe, carne, ovos ou leguminosas) e de gordura (pouca mas a necessária para as funções orgânicas prevalecerem). A preferência deverá recair sobre o azeite, que acompanha bem os vegetais e hortícolas. Nas refeições intercalares, deverá optar por fruta ou iogurtes.
  • Alimentos aconselhados:

          - Leite magro ou bebida de soja (sem sabores) ou “leites” de cereais

            (arroz, aveia…)
          - Iogurtes sem açúcar
          - Queijo fresco com 0% de gordura
          - Legumes frescos ou congelados
          - Peixe: pescada, dourada, robalo, salmão, linguado, bacalhau, etc.
          - Café e chá sem açúcar
          - Certas frutas como melancia, melão, pera, maçã, laranja, tangerina

            e kiwi
          - Sopa de legumes com pouca batata e cenoura: de espinafres, agriões,

            nabiças, alho francês, feijão-verde, rúcula, tomate, couve

            lombarda, etc.

  • Alimentos permitidos:

          - Carne magra: vaca, frango, peru, avestruz
          - Conserva ao natural, patê (atum ou sardinha)
          - Charcutaria (sem gordura, muito esporadicamente): presunto, paio,

            fiambre, salsicha fresca, morcela de sangue
          - Queijos com menos de 25% de gordura
          - 2 ovos por semana, se possível evitando a gema
          - 1 pão por dia, de preferência integral ou de mistura
          - Batatas, massa ou arroz como acompanhamento, mas apenas numa

            das refeições do dia. De preferência integrais.
          - Adoçante: até 10 pastilhas por dia
          - Condimentos: azeite, vinagre, caril, gengibre, pimenta, alho, salsa,

            coentros, ervas aromáticas, azeitonas (até 3 por dia), óleo de girassol

            ou creme vegetal para cozinhar.
          - Vinho tinto maduro seco (um copo esporadicamente), champanhe

            (em dias de festa).

  • Alimentos desaconselhados:

          - Leite gordo
          - Produtos lácteos gordos e açucarados (iogurtes gordos, leite)
          - Queijos gordos
          - Carne gorda: pato, ganso, cabrito, ovelha, etc
          - Enchidos, alheiras, farinheiras
          - Fritos com farinha, pão ralado, massa de pastel ou de rissol,

            massa folhada
          - Conservas embebidas em gordura
          - Fígado, patê de fígado
          - Ostras, lagostins, caranguejo, delícias do mar
          - Frutos secos e enlatados
          - Álcool: vinhos doces (vinho do Porto, da Madeira ou Martini),

            vinhos rosé, vinho verde, cerveja (mesmo sem álcool), whisky,

            licores, etc
          - Refrigerantes (mesmo os light)
          - Doces (bolachas, gelados, chocolates, pastéis, etc.)

  • Regras a respeitar:

          - Use especiarias: Podem usar-se condimentos e ervas aromáticas para

            tornar os pratos mais agradáveis.


          - O açúcar é rico em calorias e não contém substâncias vitais como

            outros alimentos. Por esse motivo é totalmente desaconselhado.  

            Por açúcar deve entender-se igualmente caramelos, chocolates,

            bolos de creme e outros doces.

          - O que não se pode comer cru, deve cozinhar-se de forma a

            prejudica o menos possível o seu valor nutritivo. Ou seja, não

            se deve cozinhar demasiado nem guisar, sendo preferível cozer ao

            vapor, estufar ou assar.


          - Durante a refeição devem evitar-se preocupações! Trabalho,

            problemas, jornais, televisão, telefone, agitação ou discursos

            educativos não são adequados à hora da refeição. Uma mesa

            posta com graça e uma conversa agradável contribuem para criar

            um ambiente relaxante.

  • Conselhos úteis:

          Para ter sucesso na perda de peso, deve respeitar os

          seguintes princípios:


          - Faça, no mínimo, três a cinco refeições por dia.
          - Beba, no mínimo, 1,5 L de água por dia.
          - Evite bebidas alcoólicas e refrigerantes.
          - Tome sempre o pequeno-almoço.
          - Limite ao máximo as gorduras, fritos e açúcares.
          - Pese-se uma vez por semana, no máximo.
          - Faça exercício (caminhadas, por exemplo).
          - Muna-se de auto-disciplina, força de vontade e perseverança.
          - Não é aconselhável perder mais de 4 ou 5 quilos por mês.

 

 

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE

 

 

 

DOENÇAS SILENCIOSAS... A DIABETES.

A diabetes é uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens. No entanto, há grupos de risco com fortes probabilidades de se tornarem diabéticos.


QUEM TEM RISCO DE TER DIABETES?

  • Pessoas com familiares diretos com diabetes;
  • Homens e mulheres obesos;
  • Homens e mulheres com tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol no sangue;
  • Mulheres que contraíram a diabetes gestacional na gravidez;
  • Crianças com peso igual ou superior a quatro quilogramas à nascença;
  • Doentes com problemas no pâncreas ou com doenças endócrinas.

Os sintomas da diabetes, nunca é demais relembrar.

 

DEVE ESTAR ATENTO AOS SEGUINTES SINAIS:

 

Nos adultos - A diabetes é, geralmente, do tipo 2 e manifesta-se através dos seguintes sintomas:

  • Urinar em grande quantidade e muitas mais vezes, especialmente durante a noite (poliúria);
  • Sede constante e intensa (polidipsia);
  • Fome constante e difícil de saciar (polifagia);
  • Fadiga;
  • Comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais;
  • Visão turva.

Nas crianças e jovens, a diabetes é quase sempre do tipo 1 e aparece de maneira súbita, sendo os sintomas muito nítidos:

  • Urinar muito, podendo voltar a urinar na cama;
  • Ter muita sede;
  • Emagrecer rapidamente;
  • Grande fadiga, associada a dores musculares intensas;
  • Comer muito sem nada aproveitar;
  • Dores de cabeça, náuseas e vómitos.

É importante ter presente que os sintomas da diabetes nas crianças e nos jovens são muito nítidos. Nos adultos, a diabetes não se manifesta tão claramente, sobretudo no início, motivo pelo qual pode passar despercebida durante alguns anos. Os sintomas surgem com maior intensidade quando a glicemia está muito elevada. E, nestes casos, podem já existir complicações (na visão, por exemplo) quando se deteta a doença.

 

Devidamente tratada, a diabetes não impede o doente de ter uma vida perfeitamente normal e autónoma. Contudo, é fundamental que o diabético se ajude a si mesmo, autocontrolando a sua doença. Aliás, se o doente for determinado neste papel de autovigilância, a sua vida ficará muito facilitada.

 

O papel do nutricionista nesta doença é elementar. O nutricionista é um profissional de saúde de nível superior que atua em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação seja fundamental para a promoção, manutenção e recuperação da saúde, sem perder de vista o prazer que uma refeição deve proporcionar. Existe a falsa ideia de que o doente diabético tem que fazer dieta para a vida e isso só de pensar gera angústia… Se, com a minha ajuda, reeducar os seus hábitos, adequando os seus gostos às suas necessidades, a palavra “dieta” pode ser abolida!

 

Conte com a minha ajuda e faça da sua alimentação o seu “remédio”. 

 

Iara Rodrigues

Directora do Departamento de Nutrição WHITE