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Linha White

Existem emoções negativas e positivas?

As emoções não são boas nem más, nem positivas ou negativas. Podem ser agradáveis ou desagradáveis mas são todas adaptativas, isto é, orientam-nos para a nossa sobrevivência.

Na nossa cultura e sociedade está de alguma forma implícito que sentir algumas emoções é mau. Não devemos mostrar-nos tristes e o choro deve ser evitado, existindo uma pressão social para estarmos sempre bem dispostos e sorridentes. Fomos educados a não expressar raiva e quanto ao medo é só para os mais fracos. Expressões como “Homem que é homem não chora” ou “Não tens motivos para estar triste” é o mesmo que dizer: “Não expresses os teus sentimentos”. A falta de permissão e apoio para sentir e expressar as emoções e o desconforto experienciado leva a que muitas pessoas as anulem ou neguem, em vez de as regularem e expressarem adequadamente.

 

Porque ficamos tristes, com raiva, com medo ou desesperados? Para que servem as emoções? Compreender os propósitos e as funções das emoções, pode ajudar-nos a entender como podemos ter “saúde” emocional e como mantê-la ou recuperá-la.

 

Tomemos como exemplo a tristeza, uma resposta a uma perda de algo ou de alguém, habitualmente relacionada a uma situação passada. Por que sentimos tristeza? Tente pensar nos resultados de um bom choro, ou da quietude e descanso que acompanham esta emoção. A maioria das pessoas, depois de um período de tristeza intenso, fica com uma sensação de alívio, de limpeza, de se terem desprendido de algo. Este é um dos propósitos desta emoção: ajudar-nos a deixar ir o que já perdemos, o que já acabou e abrir espaço para o crescimento, para novas pessoas ou novas “coisas”. A tristeza também nos predispõe a descansar, a recuperar as energias, da mesma forma que descansaríamos e nos recuperaríamos depois de uma lesão física. Se a expressarmos adequadamente, entregamos o passado ao passado e mais facilmente nos movimentamos para o presente, prontos e abertos para novas possibilidades. Assim, processar a tristeza é potencialmente reparador, não esquecendo também a sua função de despertar a empatia nos outros, provocar o cuidado, convidar ao consolo e à ajuda.

Agora imagine uma situação em que sentiu raiva, que se sentiu injustiçado ou enganado. Tente lembrar-se das sensações no seu corpo. Os punhos e os maxilares tendem a fechar-se, há uma tensão geral nos ombros, braços e pernas e o corpo fica mais quente. É a raiva, que nos faz “ferver” e mudar aquilo que acreditamos estar errado. Torna-nos mais fortes, mobiliza a nossa energia e cria em nós um impulso para a acção que visa superar um obstáculo. A sua expressão, adequada, tem como propósito defender os nossos direitos.

 

Examinemos o medo. Diferentemente da raiva e da tristeza, está habitualmente relacionado com o futuro. É uma espécie de aviso sobre a possibilidade de alguma ameaça. O medo prepara-nos para o perigo, real ou imaginado. Ficamos alerta para algo que está prestes a acontecer. É uma reacção de luta ou fuga que leva a modificações fisiológicas: os músculos ficam tensos (o que nos deixa prontos a lutar ou fugir), a respiração acelerada e superficial, os batimentos cardíacos aumentam, sentimos o frio no estômago e os olhos ficam abertos e alerta, o que nos deixa mais despertos e conscientes. Estas modificações fisicas preparam-nos para enfrentar o perigo, para detectá-lo adequadamente, para eliminá-lo ou para fugir. Este é o propósito do medo, no entanto é uma emoção desvalorizada socialmente. Tornou-se comum para muitos homens a tentativa de negar as reações naturais associadas a esta emoção (“um homem não deve ter medo”), resultando daí uma série de distorções (esconder o medo com outras emoções) e de conseqüências devastadoras (por exemplo, comportamentos inapropriados ou disfuncionais).

Quando o medo nos paralisa, incapacitando-nos para uma acção adequada, podemos estar perante traumas ou interferencias anteriores. Nestes casos, não só o medo, como qualquer outra emoção passa a ter um efeito desadaptativo e desorganizador sobre a personalidade.

 

As emoções têm funções cruciais para nossa sobrevivência. O corpo responde com reações fisiológicas por algum motivo. Se a raiva, não tivesse um propósito biológico, nós viveríamos sempre calmos. Se a tristeza não tivesse um propósito biológico, nós nunca derramaríamos uma lágrima.

 

Os exemplos anteriores foram lembrados para introduzir um princípio psicológico que me parece essencial: não existem emoções inúteis, prejudiciais ou negativas. Todas têm um propósito útil. Se forem negadas, suprimidas ou distorcidas, terão um efeito desastroso a curto ou a longo prazo sobre nós e sobre aqueles que nos rodeiam. A tristeza ou a raiva não processada adequadamente pode levar à depressão. Sentir tristeza é natural, faz parte da nossa biologia, a depressao é patologia. O mesmo acontece com o medo, se o negarmos corremos o risco de sofrermos de alguma perturbação de ansiedade.

O conceito de emoções negativas, tem um significado de inútil ou prejudicial, que se refere ao facto de certas emoções serem sentidas como desagradáveis. Mesmo estas que sentimos subjetivamente como desagradáveis (tristeza, medo, raiva, etc.) são úteis, têm uma função precisa e devem ser experienciadas e expressadas adequadamente para que sejam potencialmente reparadoras.


 

Pense nisto. Aceite as suas emoções e perceba as “mensagens” que o seu corpo lhe dá. Não só é licito sentir dor, raiva, medo ou tristeza, como é uma boa forma de prevenir o aparecimento de perturbações psicológicas.

Se sentir dificuldade em entrar em contacto com as suas emoções e expressá-las apropriadamente não hesite em procurar ajuda de psicoterapia.

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica de Psicologia da White

Que máscaras usa?

Quando usamos uma mascara de Carnaval podemos esconder a nossa identidade e transformarmo-nos nem que seja por breves momentos. Podemos dar azo à fantasia e mergulhar nos vários “eus” que habitam dentro de nós.

Muitas vezes usamos mascaras sociais como esconderijo da nossa identidade, de forma a sentirmo-nos mais seguros e protegidos. Na realidade usamo-las todos os dias e é desta forma que desempenhamos os vários papeis nas nossas vidas – o papel de mãe, de filho, de amigo, de namorado, de profissional. É com estas mascaras que nos relacionamos e que temos as atitudes adequadas para cada circunstancia.

Usarmos mascaras sociais não significa que sejamos falsos ou más pessoas. Se observar o comportamento de determinadas pessoas em contexto social, por exemplo numa festa, vai reparar em múltiplos tipos de mascaras. Verá os mais curiosos, os reservados, os desconfiados, os excêntricos e uma infinidade de outras formas de estar em ambiente festivo.

Comportamo-nos de determinada forma quando estamos numa festa com amigos e de outra totalmente distinta se estivermos no nosso local de trabalho. Assumimos posturas diferentes, adequadas a cada contexto. O vocabulário que usamos muda, vestimo-nos de forma diferente e interagimos mostrando mais ou menos as nossas emoções.

Contudo, é importante perceber se o uso destas mascaras é efectivamente vantajoso, isto é, se garantem a aprovação dos outros, melhoram o seu desempenho nas diversas áreas da sua vida e lhe trazem bem-estar. Se pelo contrario o tornam numa pessoa menos espontânea, mais receosa, insegura ou mais dependente da opinião dos outros, então talvez esteja na altura de mudar de mascara. Ou seja, é importante reflectir:

Quem é que está por trás de todas estas mascaras que usa e que função desempenham na sua vida?

 

Pense nisto!

 

 

 

 

Catarina de Castro Lopes

Diretora Clínica de Psicologia na White

Perturbação Obsessivo-Compulsiva

“A incerteza dos acontecimentos é sempre mais difícil de suportar que o próprio acontecimento.”

Jean Massillon



 

 

A Perturbação obsessivo-compulsiva (POC) trata-se de uma das perturbações de ansiedade que provoca mais desgaste físico, emocional e intelectual.

É reconhecida actualmente como a quarta perturbação psicológica mais expressiva na sua prevalência (1 em cada 40 adultos) mas até há pouco tempo acreditava-se ser rara e antes dos anos 60 não existia tratamento eficaz. Felizmente a realidade de hoje é outra e existem já formas de intervir, que permitem uma melhoria significativa de sintomas.

 

O que é a Perturbação Obsessivo-Compulsiva?

 

Esta perturbação é caracterizada por pensamentos, impulsos ou imagens mentais desagradáveis e recorrentes (obsessões) e/ou comportamentos repetitivos e ritualizados (compulsões). As pessoas têm consciência que as suas obsessões e compulsões são irracionais ou excessivas, mas não conseguem ter controlo sobre elas. Esta consciencia cria por vezes o receio que os outros o considerem fraco ou "maluco", por isso frequentemente escondem os sintomas e evitam procurar ajuda.

O facto de estes pensamentos surgirem intrusivamente, vindos do nada e de resistirem em desaparecer, apesar dos esforços feitos nesse sentido, origina um elevado desconforto e ansiedade. Surgem, assim, as compulsões ou rituais compulsivos, isto é, a pessoa sente que tem que fazer algo para reduzir o mal-estar, que acabam por cumprir uma função de controlo de ansiedade, ainda que inadequado. Estes comportamentos são, na maior parte das vezes, comportamentos exteriores e tornam-se bastante visíveis, contrariamente às obsessões. 

 

Obsessões mais frequentes:

-       Medo da existência de germes, de contaminação e sujidade;

-       Medo de perder o controlo sobre impulsos agressivos ou violentos;

-       Sentimentos extremos de responsabilidade pela segurança de outros;

-       Preocupação exagerada pela ordem;

-       Organizaçao e simetria - necessidade de ter os objectos por uma determinada ordem; 

-       Incapacidade para deitar fora bens inuteis ou já deteriorados;

-       Pensamentos ou impulsos intrusivos e indesejados de natureza sexual;

-       Duvidas constantes;

-       Necessidade de contar;

-       Medo de certos números, cores ou palavras.

 

Compulsões mais comuns:

-       Lavagens excessivas;

-       Rituais de limpeza;

-       Acções repetitivas como tocar, contar, colocar em ordem e coleccionar;

-       Rituais de verificação (do gás, do fecho das portas, das janelas, das torneiras, etc);

-       Tocar, bater, esfregar (determinados objectos, partes do corpo, etc)

-       Contar (objectos, palavras);

-       Organizar, colocar em ordem e/ou de acordo com uma noção especifica de simetria ou organização espacial;

-       Coleccionar objectos (inúteis e não valiosos);

-       Actos do tipo supersticioso que ajudam a reduzir o medo das obsessões.

 

A pessoa pode ter um ou mais destes sintomas, os quais podem variar ao longo da perturbação.

  

Se se identifica com alguns destes sintomas não hesite em procurar ajuda psicológica ou psicoterapêutica.



Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica do Departamento de Psicologia

Enfrente o ano novo com optimismo!

Todos os dias nos deparamos com noticias ou comentários sobre a recessão económica. Tem-se tornado tema muito debatido, surgindo frequentemente em conversa com amigos, em reuniões de trabalho ou às refeições com a família. Seja onde for este assunto é o centro das atenções. A esta situação acresce ainda o desemprego e as dificuldades familiares que aumentam exponencialmente.

Como podemos manter o equilíbrio emocional durante este período?

 

1.  Foque-se naquilo que pode controlar

Aquilo em que nos focamos pode mudar radicalmente a forma como nos sentimos. Pode não ter controlo sobre a situação económica do país, mas com certeza terá sobre alguns aspectos da sua vida e inclusivé poderá ter sobre a sua própria situação económica. Se já fez tudo o que está ao seu alcance, então, será que vale a pena preocupar-se tanto com aquilo que não controla? 

 

2. Estabeleça prioridades

Comece por clarificar o que é realmente importante para si. Podemos escolher perceber que as pessoas de quem mais gostamos são mais valiosas do que algo que nos faz andar constantemente stressados e sobre o qual não temos controlo. Saiba apreciar aquilo que tem e perceba o que é mais importante na sua vida.

 

3. Partilhe as suas preocupações

A nossa família e amigos são muito importantes na nossa vida. São eles que nos dão sentido à vida e que nos prestam o apoio mais imediato em alturas de crise. Não se isole! Crie e desenvolva a sua rede de contactos. Participe em encontros, almoce com colegas de trabalho e procure antigos amigos da escola ou da faculdade. 

 

4. Deixe de se lamentar

Continuar a lamentar-se sobre os problemas económicos ou a comentar as más noticias vai melhorar a situação? Se chegou à conclusão que de nada adianta, então aproveite para fazer algumas actividades que possam estar ao seu alcance. Se perdeu o emprego envolva-se em acções que o façam sentir-se útil e melhor consigo mesmo. Procure verificar se existem algumas competências que precisa melhorar. Veja a sua situação como uma oportunidade e aproveite para aprender!

 

5. A situação irá restabelecer-se

A crise não será eterna... Como sabe a história irá repetir-se e a nossa economia vai recuperar, como em todas as crises. Depois da tempestade virá a bonança! E não se esqueça que não está sozinho, estamos todos no mesmo barco.

  

6. Veja os benefícios

Existem oportunidades em tempos de crise. Por exemplo, se for o caso de ter menos dinheiro, pode servir para perceber que consumia muitos produtos desnecessariamente.

 

7. Abandone o medo

De que lhe vale estar ansioso e aborrecido? Corre o risco de entrar num ciclo pessimista, inibindo a sua criatividade e deste modo qualquer solução que possa ser viável para resolver a sua situação económica. Quanto mais medo temos, menos nos atrevemos a tomar decisões e mais difícil será sairmos desta crise.

 

8. Mude o seu vocabulário

As palavras que usamos têm impacto naquilo que sentimos. Se disser a si mesmo que “está tudo perdido” com certeza terá sentimentos de desesperança, tristeza e frustração. Expressões como esta agravam ainda mais o nosso mal-estar, mantendo-nos focados no medo em vez de nos permitir pensar em soluções.

 

9. Escolha sentir-se bem!

Aceite a situação. Afinal que mais pode fazer? Atenção, que aceitar não significa resignar-se ou tornar-se vulnerável. Significa perceber que é na realidade a nossa situação actual. Porque não focar-se intencionalmente no que é importante para si, naquilo que o faz sentir bem, que lhe traz alegria e motivação? Estamos todos os dias rodeados de oportunidades para sermos felizes mas é preciso olharmos para elas. A escolha está nas suas mãos! Pode continuar a sentir medo, mas porque não escolher experienciar esperança e gratidão? Reconhecer que tem capacidade para viver a situação de crise de uma forma diferente, mais optimista, também pode ser uma opção.

Quando mudamos o significado de algo para nós, isto é, quando mudamos a nossa interpretação, mudamos as nossas emoções.

 

 

Desejo-lhe um novo ano de tranquilidade e bem-estar! Fique bem. 

 

Catarina de Castro Lopes 

Directora Clínica de Psicologia da White

Psiconutrição para Redução de Peso

Motivação, adesão, manutenção, recaída e lapso, são palavras frequentemente usadas quando iniciamos uma dieta para perder peso.

 

Acreditamos que “a união faz a força” e é por esse motivo que criámos o conceito de PsicoNutrição que visa a integração de duas especialidades: a Consulta de Nutrição e a Psicologia (Consulta de Comportamento Alimentar). Estas duas áreas complementam-se bastante e só assim será garantida a verdadeira mudança.

 

O processo deve ser individual e com orientação de um Nutricionista e de um Psicólogo, tendo em conta o estilo de vida de cada pessoa, assim como a presença de doenças pré-existentes que possam constituir um obstáculo para os resultados pretendidos.

 

 

 

 

 

A Consulta de Nutrição

Baseia-se, entre outros aspectos, na reeducação alimentar. Termo muito comentado ultimamente como o "segredo" para perder peso e ter uma vida mais saudável, livre de doenças e do efeito dietas iô-iô.

Mas será que sabe no que consiste este processo?

Durante toda a nossa vida, principalmente na infância, aprendemos o que devemos comer com os nossos pais e/ou as pessoas que nos rodeiam e nem sempre são alimentos saudáveis.

Quando ficamos mais velhos ou nos deparamos com alguma doença como a hipertensão, o colesterol ou mesmo com o excesso de peso, tomamos consciência da importância da alimentação para uma vida melhor e descobrimos que não nos alimentamos de forma equilibrada.

É aí que entra a reeducação alimentar, que consiste na mudança de alguns hábitos, mas sem deixar de fora o que faz parte da cultura de cada um.

O principal conceito que devemos aprender é que a reeducação alimentar não consiste em deixar de comer tudo o que gosta e passar a comer apenas fruta, verduras, legumes e alimentos ditos light. Muito pelo contrário, é aprender que pode comer de tudo, mas sem exageros e de forma consciente.

Mudar hábitos não é fácil. É uma tarefa que requer esforço e disciplina, mas é possível. Quando o objectivo maior é a saúde, a prevenção de doenças e o melhor aproveitamento do organismo, o esforço vale a pena.

O mais importante é ter sempre prazer quando se alimenta. Tudo o que fazemos por sacrifício e sofrimento, não conseguimos manter por muito tempo.

 

A Consulta do Comportamento Alimentar

O acto de “comer” é muitas vezes um comportamento disfuncional, usado como estratégia reguladora de emoções desconfortáveis. Sentimentos de tristeza, culpa, raiva, incapacidade, impotência e desesperança podem levar à ingestão alimentar exagerada ou hipercalórica. Actualmente sabemos que factores psicológicos, como stress, depressão, problemas relacionais, insucesso no trabalho ou desemprego provocam aumento de apetite ou a chamada “ânsia por comer”. Assim, a comida é usada como forma ilusória de se tranquilizar, uma vez que estas emoções que o levam a comer em excesso e consequentemente a engordar, provocam por sua vez sentimentos de culpa, arrependimento e frustração, entrando num verdadeiro ciclo vicioso.

Se a comida é usada como ansiolitico ou antidepressivo, surgindo como forma de colmatar o desconforto emocional, quando se recorre a dietas isoladamente, pode aumentar ainda mais a ansiedade, depressão, irritabilidade, podendo levar à desmotivação e consequentemente provocar recaídas.

Por este motivo é fundamental aprender técnicas mais adequadas e eficazes para regular as suas emoções, extinguindo deste modo a necessidade de recorrer à comida. Além disso, é importante intervir no controlo de impulsos e na motivação para suster hábitos alimentares saudáveis e ajustados especialmente a si.

A Consulta do Comportamento Alimentar irá ajudá-lo na forma como se relaciona com a  comida, levando a uma perda de peso mais rápida e à sua manutenção a longo prazo uma vez que este processo envolve aprendizagem e mudança de comportamentos no seu dia-a-dia. O objectivo passa pela mudança de comportamentos que perpetuam a dificuldade em perder peso e gestão da ansiedade inerente a todo o processo.

 

Devido à diversidade de factores que contribuem para o aumento de peso, este processo requer intervenção em equipa. Com a ajuda integrada destas duas valências irá com certeza atingir o seu objectivo!


Dra. Catarina de Castro Lopes (Directora Clinica de Psicologia na White)

Dra. Iara Rodrigues (Directora Clinica de Nutrição na White)

 

 

 

Depressão Sazonal

No Outono ou Inverno podemos sentir vontade de dormir mais, optar por comidas mais fortes (doces e hidratos de carbono) e apresentar mudanças na nossa energia e motivaçao diária. Todas estas alterações se manifestam de diferentes formas entre as pessoas, no entanto, só podemos afirmar que se trata de depressão sazonal quando estas mudanças passam a apresentar problemas significativos no nosso dia-a-dia.

 

1. O que é a Depressão Sazonal?

A caracteristica principal é o inicio e a remissão de episódios depressivos em alturas particulares do ano. Na maioria dos casos os episódios começam no Outono ou no Inverno e desaparecem na Primavera.

 

2. Quais os principais sinais de alarme?

Os episódios de depressão sazonal são frequentemente caracterizados por alterações do sono e apetite, insónia ou sono prolongado, exaustão e fraqueza, isolamento ou irritabilidade, dificuldade de concentração, raciocinio lento, ataques de choro, angustia e por vezes surgem pensamentos suicidas.

  

3. Por que motivos ocorre?

O conhecimento dos mecanismos da influência da luz sobre a melatonina e a serotonina permite concluir que a depressão sazonal parece estar mais relacionada com um processo biológico do que psicológico. Acredita-se que esta perturbação esteja relacionada com o aumento de luz e temperaturas elevadas, pois a luz influencia o nosso relógio biologico interferindo nos ciclos de vigilia e sono, mas também no humor.

A idade também parece desempenhar o seu papel, na medida em que este é um problema mais comum a partir dos 25 anos, sendo muito raro abaixo dos 20. É também mais frequente entre o sexo feminino pois compreende 60 a 90% dos casos, embora no sexo masculino os sintomas possam ser mais acentuados.

A depressão sazonal é pouco diagnosticada, no entanto, quando não tratada pode ter consequências tão graves como a depressão propriamente dita, reconhecida como uma doença do foro psicológico.

 

4. Que soluções existem?

Apesar da depressão sazonal estar essencialmente ligada a mecanismos biológicos, o processo psicoterapêutico pode ser bastante útil para ajudar a lidar com as mudanças de humor, sentimentos e comportamentos associados. Se os sintomas forem severos deve recorrer a ajuda psiquiatrica em complementariedade.

Se começar a sentir alguns dos sintomas indicados opte por recorrer à psicoterapia evitando que se instale a depressão.

 

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica de Psicologia na White

 

 

 

 

Acompanhamento Psicológico à distância (Skype)

Gostaria de ter acompanhamento psicológico ou fazer psicoterapia mas não se pode deslocar até nós?

A pensar no seu caso, a White realiza acompanhamento à distância, através do skype, funcionando a comunicação de voz e imagem de uma forma muito semelhante ao acompanhamento presencial.

 

É eficaz?

Vários estudos têm demonstrado a potencialidade da terapia online revelando que esta abordagem clínica é tão eficaz como a abordagem face-a-face (Emmelkamp, 2005; Eaton, 2005).  Tem sido também constatado que as pessoas que recorrem a esta terapia comunicam de uma forma mais directa, o que agiliza a intervenção.

A terapia online não pretende ser uma substituição da terapia tradicional mas sim uma outra forma de relação de ajuda, que pretende alcançar todas as pessoas que  não podem recorrer à ajuda de um determinado profissional ou a uma clínica por impossibilidade física, geográfica, por falta de tempo ou como consequência do próprio problema que os aflige (por exemplo, agorafobia).

Poderá ser uma terapia pseudo-anónima, se assim for a vontade do paciente e além disso poderá ser vivida como um contexto mais confortável e privado.

 

Tem contra-indicações?

Não é adequada em situações em que estejam comprometidas as capacidades de compreensão e raciocínio lógico.

Existem algumas situações que do ponto de vista técnico não podem ser trabalhadas sem que exista a presença física do paciente, por isso deve ser feita uma primeira avaliação com vista a perceber qual a melhor forma de gerir o tratamento de cada pessoa.

 

É ético?

Tal como na terapia presencial, o acompanhamento online, via skype, está sujeito a critérios de confidencialidade que abrangem toda a informação trocada entre paciente e terapeuta.

As consultas de psicologia online encontram-se internacionalmente enquadradas em termos legais, orientada pela Sociedade Internacional para a Saúde Mental Online e pela American Psychiatric Association (APA).

 

Como posso ter acompanhamento online?

Basta ter um computador com saída de som e microfone e ligação à internet.

A instalação do skype é gratuita, bem como as chamadas efectuadas. Deve ter uns auscultadores, um microfone e uma câmara de vídeo no seu computador. Depois é só marcar a sua consulta através do nosso número de telefone:

21 396 27 27.

Qualquer duvida sobre a instalação skype poderá ser esclarecida através do mesmo número de telefone.

 

Se precisa de ajuda e não pode vir ter connosco, recorra a este serviço. A White desenvolveu-o especialmente para si, por se preocupar com a sua saúde e bem-estar!

 

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica de Psicologia

 

 

 

 

 

Preocupação excessiva com o corpo no verão

O Verão é uma altura do ano em que usamos roupas mais decotadas e em que o corpo fica mais exposto. É época de ir à praia, piscina e festas, propiciando maior socialização e maior exigência relativamente à forma física.  Assim, para muitas pessoas o Verão significa uma preocupação redobrada com a aparência. Os homens pretendem mostrar um corpo musculado e as mulheres esconder gorduras localizadas.

Esta preocupação é natural e compreensível. Estudos revelam que pessoas atraentes têm vantagens distintas na nossa sociedade.

Cada período da historia teve os seus próprios padrões associados à beleza. A preocupação com aparência não é coisa dos tempos modernos.

É importante cuidarmos da nossa imagem e sentirmo-nos bem connosco, contudo, o exagero e obsessão relacionados com alguma parte do corpo podem tornar-se perturbadores e perigosos principalmente quando começamos a evitar algumas pessoas ou locais ou quando despendemos demasiado tempo para disfarçar essa zona corporal.

 

Perturbação Dismórfica Corporal - Prevalência de 0,7% a 12% na população

 

Fala-se de Perturbação Dismórfica Corporal quando se verifica uma preocupação excessiva com um “defeito” mínimo ou imaginário na aparência. Por vezes está presente uma ligeira anomalia física mas a preocupação é desproporcional e exagerada. Esta preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida.

As preocupações mais comuns são com a pele, cabelo, nariz, olhos, boca, lábios e queixo, contudo são frequentemente focadas em várias partes do corpo simultaneamente, sendo que qualquer aspecto corporal poderá ser percepcionado como “defeito”.

As pessoas que sofrem desta perturbação despendem de muitas horas em frente ao espelho a tentar camuflar as imperfeições com uso de roupas, chapéus e maquilhagem excessiva, mas pouco sabem acerca da psicopatologia ou dos factores que mantêm esse comportamento. Habitualmente evitam situações sociais e de intimidade ou apenas enfrentam estes eventos sob o uso de álcool ou substancias psicotrópicas. Mantêm-se em segredo, sofrem em silêncio pois pensam que irão ser vistos como vaidosos, fúteis ou narcisistas, levando muitas vezes ao isolamento.

Esta perturbação surge frequentemente associada à depressão, Fobia Social e Perturbação Obsessivo-Compulsiva, apresentando uma elevada taxa de suicídio.

Muitas pessoas procuram tratamentos estéticos (cirurgias plásticas e tratamentos dermatológicos), mas muitos não chegam a ser realizados por discordância do médico, atendendo a que o “defeito” era mínimo ou não estava presente.

Diversos estudos mostram que 5 a 15% das pessoas que procuram Cirurgia Plástica tem Perturbação Dismórfica Corporal, no entanto, apesar da procura, outros estudos referem que após cirurgia relataram não ter havido mudanças ou mesmo terem piorado as suas preocupações com o defeito percepcionado.

Na White, estamos atentos a esta perturbação. Pacientes que apresentem este diagnostico devem ser acompanhados através de intervenção psicológica. Quando as motivações e expectativas forem adequadas serão submetidas aos tratamentos estéticos.

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clínica de Psicologia na White

 

Fobia Específica

A Fobia Específica é caracterizada pela presença de medo acentuado e persistente que é excessivo ou irracional, desencadeado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação específica. A exposição ao estimulo fóbico provoca quase invariavelmente uma resposta ansiosa imediata. A pessoa reconhece que o medo é excessivo, no entanto não tem controlo sobre suas reações. As situações fóbicas são evitadas com intensa ansiedade e mal-estar, interferindo significativamente na rotina diária, funcionamento ocupacional, relacionamentos interpessoais e atividades sociais da pessoa. O evitamento fóbico é a consequência mais complicada devido ao impacto que tem na vida da pessoa e limitação da sua liberdade individual.

Os primeiros sintomas de Fobia Específica ocorrem habitualmente na infância ou no início da adolescência, podendo, porém, ocorrer mais cedo nas mulheres do que nos homens. Os fatores predisponentes para o desencadeamento da fobia incluem, regra geral, acontecimentos traumáticos que tendem a ter um desenvolvimento particularmente agudo.

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica de Psicologia

Depressão

A depressão é uma perturbação do humor que atinge os interesses, a vontade, a capacidade cognitiva e a regulação dos instintos. Não deve ser confundida com sentimentos de alguma tristeza geralmente em resposta a acontecimentos marcantes da vida, que passam com o tempo e que, geralmente, não impedem a pessoa de ter uma vida normal.

Na depressão, os sintomas tendem a persistir durante um certo tempo e podem agrupar-se de forma variável em cada doente, sendo os mais frequentes:

 

  • Sentimentos de tristeza, vazio e aborrecimento;
  • Sensações de irritabilidade, tensão ou agitação;
  • Sensações de aflição, preocupação, receios infundados, insegurança e medos;
  • Diminuição da energia, fadiga e lentidão;
  • Perda de interesse e prazer nas actividades diárias;
  • Perturbação do apetite, do sono, do desejo sexual e variações significativas do peso;
  • Pessimismo e perda de esperança;
  • Sentimentos de culpa, de auto-desvalorização e ruína, que podem atingir uma dimensão delirante (sem fundamento real);
  • Alterações da concentração, memória e raciocínio;
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal estar geral);
  • Ideias de morte e tentativas de suicídio.

 

Existe uma tristeza normal, adequada aos acontecimentos que a provocam, com duração mais ou menos breve e sem repercussões significativas na eficiência cognitiva nem no funcionamento corporal. Assume a forma de “reacção vivencial”, acontecimentos de perda e tem conteúdos psicológicos de aflição e derrota, com um vivido de limitação ou impossibilidade de realizar uma intenção.

A tristeza patológica, tristeza depressiva, ou humor deprimido acompanha-se por abatimento, experiência de sofrimento (entristecimento, desalento, desânimo, desencorajamento, desvalorização, pessimismo, falta de esperança), sentimentos de diminuição do valor pessoal (auto-estima baixa), além de impregnar a relação do indivíduo com o mundo ao nível da percepção, da comunicação, da relação e do comportamento. Além disto, diminui a eficiência cognitiva (com repercussões negativas ao nível da atenção, concentração e memória) e altera o funcionamento corporal a nível sexual (diminuição ou inibição do desejo), alimentar (anorexia/bulimia) e  do sono (insónia/hipersónia).

 

A tristeza patológica pode ser reactiva (a acontecimentos vividos) ou, pelo contrário, não-reactiva não se relacionando com acontecimentos externos (dita “endógena”). Quando é reactiva é desproporcionada ao acontecimento que a desencadeou, tem duração persistente e é intensa, invadindo o funcionamento psicológico individual enquanto o acontecimento indutor tiver ressonância emocional. O individuo queixa-se de tristeza, abatimento, desânimo, desinteresse ou cansaço. O que se observa é choro fácil, lentificação psicológica e motora, abatimento e expressão facial e do olhar concordantes com o estado de humor. A capacidade de modulação do humor está diminuída ou mesmo ausente; o indivíduo não consegue reagir sem ser por tristeza.

 

 

Catarina de Castro Lopes

Directora Clinica de Psicologia