A alegria e felicidade são o estado natural de saúde
Todos os dias nos deparamos com imagens de corpos jovens, atléticos e perfeitos. Na sociedade actual o corpo mostra a sua omnipresença, sendo bem visível na publicidade, na moda e na cultura. O reforço dado pelos "media" em mostrar formas físicas atraentes, faz com que a nossa sociedade se lance em busca de uma aparência física idealizada. Verifica-se cada vez mais a valorização da estética, tendo esta vindo a assumir particular importância uma vez que provoca sentimentos de aceitação ou de censura social, conduzindo as pessoas a percepcionarem a beleza como o "ingrediente chave" para o sucesso na sua vida.
Assiste-se ainda a uma sobrevalorização da juventude, queremos parecer eternamente jovens, pois sermos jovens significa estarmos no nosso máximo potencial a nível físico e mental. Existe pânico geral quando se fala de velhice e aparecimento de rugas faciais, despoletando assim um desejo em eliminá-las, extinguindo desta forma os sinais de envelhecimento. Esta cultura padronizada de beleza, na qual a juventude está implícita, influencia a forma como a maioria das pessoas percebem os seus corpos. Aspirando conseguir este ideal, ficam insatisfeitas com a sua aparência física, levando esta percepção negativa a estados afectivos negativos.
A forma como percepcionamos o nosso corpo, ou seja a nossa "auto-imagem" tem como base experiências e vivências, assim como estímulos presentes e expectativas futuras. Ter uma boa "auto-imagem" potencializa a beleza e a saúde, estando esta directamente relacionada com a auto-estima, as pessoas que se avaliam como belas (ou seja, que têm uma boa auto-imagem) têm maior facilidade em apresentar mais auto-estima, o que lhes proporciona uma melhor qualidade de vida relativamente àquelas que não se vêem como tal, apesar de muitas vezes serem bastante atraentes (tendo em conta o "padrão" actual de beleza). O que acontece por vezes é que a auto-estima distorce a "auto-imagem".
Catarina de Castro Lopes
Psicóloga Clínica na WHITE