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Linha White

Branqueamento interno - solução conservadora para dentes não vitais.

Um problema estético bastante frequente são dentes escurecidos por tratamentos endodônticos. Quando os dentes escurecidos são na zona anterior maior o desafio para o médico dentista.

 

Diversas são as opções terapêuticas que podemos sugerir aos pacientes para melhorar a cor dos dentes, desde micro abrasão, macro abrasão, facetas, coroas cerâmicas e branqueamento. Todas as opções têm as suas vantagens e limitações e como tal há que optar pela que nos parece mais adequada ao caso clínico.

 

Em contraste ao tratamento com coroas ou facetas, o branqueamento de dentes não vitais é uma técnica pouco invasiva que conserva os tecidos duros dos dentes.

 

O processo e resultado do branqueamento dependem da causa e tipo de descoloração. A descoloração em dentes não-vitais é em geral do tipo intrínseca e devido a vários motivos, dentre os quais se destacam: necrose pulpar, hemorragia intrapulpar, restos de tecido pulpar após tratamento endodôntico, materiais endodônticos e materiais restauradores.

 

Hoje mostramos o caso de uma paciente que tinha o incisivo central superior esquerdo escurecido devido a um tratamento endodôntico antigo. Para a resolução do caso, fizemos o retratamento endodôntico visto o anterior não estar correctamente efectuado, seguido de duas sessões de branqueamento interno e por último a substituição das restaurações dos incisivos centrais que apresentavam uma cor diferente da dos dentes.

 

O caso foi resolvido com 3 consultas espaçadas de 1 semana cada uma.

 

 

WHITE Dental Team

Alterações de humor na menopausa

A menopausa é um periodo crítico na vida da mulher, já que corresponde ao final da etapa reprodutora feminina em que a mulher começa a experimentar várias modificações fisicas e desequilíbrios hormonais, que podem ter repercussões a nível psicológico.

 

Instabilidade emocional, irritabilidade, cansaço, falta de energia, desmotivação, choro fácil, perturbação do sono e do apetite e dificuldade de concentração são sintomas comuns. Outros sintomas como os afrontamentos e disfunção sexual, podem ter um efeito sobre o humor e relações pessoais.

 

Nem todas as perturbações psicológicas que podem surgir nesta fase devem ser atribuídas aos desequilíbrios hormonais, uma vez que no seu aparecimento também têm influência vários factores socioculturais.

 

Na sociedade actual o envelhecimento é evitado pela maioria das mulheres, que procuram combate-lo através de tratamentos cosméticos, dietas rigorosas, pinturas de cabelo e cirurgias plásticas. Numa cultura em que os ícones do sexo feminino ainda são escolhidos em grande parte pela sua aparência, o aparecimento da menopausa é interpretado como um marcador indesejado de idade avançada o que pode levar ao desenvolvimento de perturbações da imagem corporal. Nas sociedades em que o envelhecimento significa um aumento de status, os sintomas da menopausa podem ser menos problemáticos.
 

 

 


Por outro lado, durante os anos que antecedem a menopausa as mulheres enfrentam frequentemente uma serie de pressões na vida. É habitualmente uma época de grandes responsabilidades familiares: cuidar dos pais, ver os filhos a saírem de casa ou lidar com a sua fase de adolescência, problemas na relação com o parceiro (por exemplo, momento de adaptação do casal que por vezes sofre algum desgaste com a saída de casa dos filhos) e falta de apoio social. Podem acrescer problemas no trabalho, preocupações financeiras ou outros problemas de saúde.

 

A substituição hormonal pode ter um efeito benéfico sobre o humor, aliviando os sintomas, melhorando assim, o sono e o bem-estar geral. No entanto, se o mal-estar persistir deve procurar ajuda através da psicoterapia.

 

É importante perceber que após a menopausa é possível conseguir o seu bem-estar e ter uma vida social, afectiva, sexual e laboral activa.

 

Catarina de Castro Lopes

Departamento de Psicologia

Uma nova visão sobre o tratamento endodôntico (desvitalização):

Uma das questões mais colocada é se um dente desvitalizado pode voltar a doer.  É uma questão pertinente, uma vez que se foi “desvitalizado” foi-lhe removido todo o conteúdo pulpar responsável pela sensibilidade do dente.
 

O grande inimigo nos tratamentos endodônticos são as bactérias que podem permanecer no interior do dente e originar posteriormente complicações, nomeadamente infecções secundarias com episódios de dor.
 

Para prevenir isto é essencial que os tratamentos endodônticos sejam realizados com isolamento absoluto, que consiste num dique de borracha preso ao dente por um anel metálico (grampo) que impede que haja contaminação no interior dos canais.

 

Fig.1: Imagem do dique de borracha colocado

 

Como principais vantagens, temos a segurança, não só por impedir a infiltração bacteriana como também, por facilitar todo o procedimento não só para o clínico como para o próprio paciente , uma vez que não há interferência da língua ou da saliva no dente em tratamento.

 

Outro factor chave que permite um maior controlo de todo o tratamento é o recurso a magnificação microscópica. Graças a isto o Médico consegue ver através do microscópio possíveis variações anatómicas ou obstruções que possam estar a dificultar a correta preparação e desinfecção do dente.

 

 

Fig.2: Imagem do microscópio óptico

 

Fig.3: Imagem obtida por magnificação microscópica, onde conseguimos diferenciar perfeitamente as três entradas dos canais radiculares onde é realizado o tratamento endodôntico.

 

Para a preparação do interior dos canais radiculares utilizam-se limas mecanizadas que permitem uma preparação mais rápida e homogénea, assim como, promovem uma maior eficiência de ação dos desinfectantes utilizados.

 

Com estes e outros cuidados é possível realizar este tipo de tratamentos com muito maior segurança possibilitando aumentar a taxa de sucesso e favorecendo o prognóstico destes dentes.

As críticas dos outros podem interferir na nossa auto-estima?

É natural darmos importância a forma como somos vistos e valorizados por outras pessoas. A opinião dos outros é importante para nós, sendo muitas vezes através dos outros que nos integramos a nós mesmos. Somos seres sociais, vivemos em grupo, logo é natural que sintamos a sua pressão e influência. A auto-estima é uma necessidade que cumpre a função de fazer corresponder a visão que os outros têm de nós ao que somos verdadeiramente, e ao facto de correspondermos aos padrões culturais. Monitoriza e regula a aceitação social das pessoas, no sentido de evitar a rejeição em sociedade.

 A forma como a opinião dos outros tem impacto em nós depende da interpretação que damos a essa informação e da auto-estima que temos. Se for uma pessoa insegura, se a sua estima não estiver fortalecida ou se for demasiado exigente consigo mesmo pode haver um género de filtro mental, que absorve todas as criticas negativas ou depreciativas, indo ao encontro da imagem negativa que tem de si próprio.

  

A auto-estima é indissociável da autocritica. Apenas podemos alcançar apreço por nós mesmos quando se torna possível tomar em consideração as autocríticas, isto é, a capacidade de identificar, tolerar e aprender em função das nossas insatisfações pessoais, e as heteroclíticas ou criticas dos outros. 


Uma pessoa com auto-estima torna-se mais capaz de tolerar as críticas e eventualmente aprender com elas nos diferentes momentos da sua vida. Se a crítica que fazemos sobre nós for adequada proporciona aprendizagem, evita erros futuros e consequentemente leva ao crescimento pessoal. Se, por outro lado, forem de caracter culpabilizante ou destrutivo podem ameaçar a auto-estima.


Se existir uma auto-estima fortalecida, se estiver seguro do seu valor, sentirá uma maior serenidade perante as opiniões dos outros. Mais importante do que os outros pensam de nós, é o que pensamos sobre nós mesmos. De que adianta os outros gostarem de si ou respeitarem-no se quando se olha ao espelho não respeita o que vê?

Pense nisto.
 

Departamento de Psicologia
Catarina de Castro Lopes
Directora Clinica